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Dia dos Pais: Momentos de partilha entre pai e filho

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Fortalecer vínculo, trocar ideias, viver novas experiências ou apenas passar um dia ou mais juntos com a única proposta de partilhar. É isto que buscam pais e filhos quando reservam momentos para serem eternizados na memória.

Para alguns fazer desta relação entre homens um momento único não precisa de uma viagem, um lugar paradisíaco ou investimentos. Um simples passeio de bicicleta basta para que abastecer a memória afetiva.

Outros preferem “desligar” do mundo e curtir uma pescaria à margem do rio. Viver todos os momentos do dia, lado a lado: aprendendo ou ensinando, ouvindo ou observando. Enfim, fortalecendo os vínculos desta relação pai e filho.

DIA DOS HOMENS

Bruno reserva um dia da semana para estar com o pequeno Daniel

 

Quando a filha caçula Milena, nasceu há seis meses, o pai Bruno de Carvalho Christofoletti, 33, decidiu que era preciso ficar mais atento ao primogênito, Daniel, hoje com 5 anos. Foi quando combinou com a esposa Jéssica, 30, que ele e o filho teriam um dia só deles. Surgiu assim, o que a família chama de Dia dos Homens. É quando pai e filho fazem um programa juntos, só deles.

Bruno e o filho Daniel criaram o dia dos Homens
Bruno e o filho Daniel criaram o dia dos Homens

O que surgiu por medo de que o filho – até então único – se sentisse excluído por conta dos cuidados redobrados que um recém-nascido exige, acabou se transformando em momentos especiais. Tanto que o próprio Daniel pergunta ao pai se está chegando o Dia dos Homens. Bruno conta que não há uma data fixa na semana, mas não há falhas. O momento deles acontece semanalmente. É quando saem para andar de bicicleta, tomar um sorvete ou ir ao cinema. Assim, o filho recebe tanta atenção quanto a bebê.

E a ideia que surgiu para preencher alguma lacuna de atenção que pudesse existir para Daniel, indica que veio para ficar. “Ah! Já perpetuou. Ele pede e dá ideias do que fazer no Dia dos Homens”, comenta Bruno.

Trabalhando como corretor de imóveis especialista em consórcio, ele diz que fica muito tempo fora de casa e estes momentos com o filho visam mostrar ao pequeno o quão importante é a presença. “Não sou de dar muito presente, mas muita presença”, frisa.

Bruno quer que o filho sinta o quanto é importante e ressalta acreditar estar no caminho certo. “Se você conversar com ele vai ver o quanto é comunicativo e alegre”, conta com orgulho sobre Daniel. Outra decisão do casal foi de que a esposa ficaria em casa com as crianças. Com isto, o pai se esforça em dobro para prover a família.

E este zelo para com a mulher e os filhos tem explicação em outro momento da vida de Bruno. Os pais dele se divorciaram quando ele tinha apenas seis anos. “Lembro apenas de duas vezes que o meu pai me levou para andar de bicicleta. Não tive esta presença”, conta. Assim, presente, Bruno escreve sua história de pai, reforçando que esta relação não está no presentear, mas em se fazer presente!

PAI E FILHO

Anderson reserva parte das férias para a pescaria ao lado do pai

 

Há pelo menos 10 anos, o empresário Anderson Zanetti reserva alguns dias das férias para viajar com o pai Ademir, 66. O destino é sempre aquele que vai ofertar aos dois uma boa pescaria. Já foram para o Mato Grosso, Paraguai e Argentina, entre outros destinos. Mas, o que era importante para Anderson ganhou um sabor ainda mais especial nos últimos quatro anos. Foi quando se tornou pai do pequeno João Vitor. Esta relação pai e filho ganhou outro significado: o filho observando a relação com o pai por outra ótica, ou seja, se vendo no papel que ainda não tinha desempenhado.

 Anderson e Ademir com João Vitor
Anderson e Ademir com João Vitor

Com o pai sempre trabalhando no comércio, Anderson conta que sempre trabalhou com ele. Este elo se rompeu quando decidiu cursar biologia e, em seguida, o mestrado na Unicamp. Mas, logo depois, o filho estava de volta às origens. Atualmente, é empresário e no mesmo ramo do pai. Sincero, ele conta que a relação paternal melhorou muito na fase adulta. Da mesma forma que mudou a visão sobre as viagens de pescaria, após tornar-se pai. “Eu ia pensando na pescaria. Agora, eu vou para valorizar este momento com o meu pai. Não abro mão de estar com ele nesta viagem”, sentencia.

Durante a pescaria, pai e filho conversam muito, contam histórias, falam de futuro. Agora, como pai, Anderson planeja o mesmo com o filho. Aliás, o trio: avô, pai e neto já pescam juntos. Ainda não dá para viajar para longe, mas por aqui a pescaria acontece há tempos. Começa aí um novo vínculo nesta relação, com novas recordações e aprendizagens. Aliás, Anderson diz que a relação dele com o filho é muito mais próxima do que a vivida com o pai. “Eu era muito arteiro e apanhava”, comenta aos risos. Ah! E faz questão de comentar que João Vitor não é arteiro como ele.

Anderson diz que, apesar de trabalhar muito e ter que estar sempre presente nos negócios, busca fazer-se presente também em família. “Quando não estou trabalhando, quero estar com o meu filho. Prezo muito por isto”, pontua. E os planos são de que as viagens para pescarias daqui alguns anos sejam em trio: avô, pai e neto.

 

 

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