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Desemprego: Taxa de desocupação subiu para 12,7%

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Em todo o Brasil mais de 13 milhões de pessoas estão desempregadas, conforme aponta a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada recentemente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em âmbito local, a variação entre admissões e desligamentos foi negativa, segundo mostram os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) instituído pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

A Gazeta entrevistou dois desempregados, sendo uma jovem na batalha pelo primeiro emprego, e o outro um adulto que há quatro anos está sem carteira assinada e sobrevive vendendo salgados e roscas que ele próprio faz. Ou seja, cada um em uma ponta das dificuldades do mercado de trabalho: inexperiência e idade acima dos 50 anos.

IBGE

Pesquisa aponta 13,4 milhões de desempregados

Mais de 1,2 milhão de pessoas entraram para a população desocupada no primeiro trimestre do ano, na comparação com o último trimestre de 2018. Com isso, o total de pessoas à procura de emprego no país chegou a 13,4 milhões. A taxa de desocupação subiu para 12,7%, mas ainda é inferior aos 13,1% atingidos no primeiro trimestre do ano passado.

multi emprego patEsses são os resultados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada pelo IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística). As maiores quedas no número de ocupados foram no setor da administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com menos 332 mil pessoas, seguido por Construção, com perda de 228 mil pessoas. Os outros setores ficaram estáveis.

O contingente de 32,9 milhões de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada ficou estável frente ao último trimestre de 2018. Já a categoria dos empregados desse setor sem carteira de trabalho assinada registrou perda de 365 mil postos de trabalho, caindo para 11,1 milhões de pessoas. Observou-se também um aumento no rendimento médio dos trabalhadores sem carteira. Os trabalhadores sem carteira que tinham sido contratados como temporários para vendas, como na Black Friday e no Natal, ou que trabalharam nas eleições, saíram do emprego no início do ano. Como esses postos de trabalho pagam menos, a média de rendimentos do setor aumentou sem que houvesse um ganho real nos rendimentos dos trabalhadores.

 

CAGED

O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) instituído pelo Ministério do Trabalho e Emprego traz alguns dados referentes às admissões e desligamentos no mês de abril, neste ano e os últimos 12 meses.

Os dados de Mogi Guaçu apontam que o no mês de abril houve 1.705 admissões e 1.299 desligamentos. Neste caso, o saldo ainda ficou positivo: 406. Ou seja, com número maior de admissões, apresentando uma variação de 1,14%.

multi victoria ermpregoEm compensação os dados deste ano demonstram um total de 6.763 admissões e 7.346 desligamentos, resultando em um saldo negativo de 583, sobressaindo o número de demissões. Com isto, a variação ficou negativa em 1,59%. 

Os dados não são negativos, mas quase empatam quando se tratam da análise dos últimos 12 meses (considerado até abril de 2019). Foram 19.362 admissões e 19.220 desligamentos, com saldo positivo de 142 e uma variação positiva de 0,40%.

PRIMEIRO EMPREGO

Victória precisa trabalhar para pagar os custos da faculdade

Ano passado, a jovem Victoria Pires, 18, concluiu o ensino fundamental, prestou vestibular e foi aprovada no curso de engenharia de produção em uma instituição privada de Limeira. Mas o sonho de ingressar na faculdade, de pronto, foi interrompido pela falta de dinheiro para arcar com as despesas do ensino universitário. Isto mesmo tendo conquistado bolsa de estudo de 76%, o que resultaria em mensalidade de R$ 400, aproximadamente. Mas Victoria teria de arcar ainda com outros R$ 600 do transporte.

multi victoria emprego

“Não daria para minha mãe pagar, então, não pude fazer a faculdade. E sigo tentando um emprego. Já fiz três entrevistas”, comenta a jovem. Ela busca colocação como recepcionista, caixa ou ainda na área de vendas, ou seja, áreas nas quais acredita ter habilidade. Afinal, se emprego não está fácil para quem tem experiência, a conquista da primeira oportunidade de trabalho parece estar ainda mais complicada.

Mesmo conseguindo trabalho, Victoria esta ciente de que não conseguirá ganhar o suficiente para arcar com todas as despesas. “Pago a faculdade e o transporte e a minha mãe me ajuda no resto”, planeja. A jovem está confiante em ter em breve o registro profissional, a Carteira de Trabalho está prontinha à espera do carimbo.

multi victoria emprego

JEITINHO BRASILEIRO

Sem emprego, Dito começou a vender salgados e roscas

Há quatro anos, José Benedito Pereira, 55, o Dito, perdeu o emprego de inspetor de alunos em um colégio particular. E, como todo desempregado  fez vários currículos, começou a distribuir, mas nada de receber um chamado. Nenhuma entrevista. Foi quando teve a ideia de vender salgados e roscas.

multi emprego beneditoIsto porque, aos finais de semana, ele já recebia encomendas de salgados feitos com massa à base mandioca. “Era um complemento de renda. Fazia muito para festas”, conta. Com o desemprego, Dito decidiu fazer os quitutes para vender no dia a dia. É o que faz há quatro anos. Todas as manhãs são preparadas as massas e os recheios para as empadas, fatias húngaras, esfihas e roscas, entre outros produtos. Tudo para garantir produtos frescos e de qualidade para a clientela.

“Hoje estas vendas são o meu ganha pão, a minha renda”, comenta Dito que nunca mais enviou currículos. Questionado sobre a pretensão de abrir um negócio próprio, ou seja, uma lanchonete, ele diz que a ideia até passa pela sua cabeça, mas a crise não permite. “É muita despesa”, analisa, apesar de acumular 21 anos de experiência nesta área, na qual trabalhou como empregado em várias funções.

Para Dito, a crise aliada com a idade influenciou bastante nesta dificuldade de retornar ao mercado de trabalho. Sem diploma universitário, ele conta que fez alguns cursos, como operador de empilhadeira e informática. Atualmente, a propaganda boca a boca é a alma do negócio, segundo analisa Dito, ao contar que sua clientela é formada pela divulgação de quem compra, gosta e indica. “Vendo na rua de segunda a sábado. E faço as encomendas só aos finais de semana”, pontua.

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