Home»Destaque na Home»Derrubada de veto causa discussão entre vereadores

Derrubada de veto causa discussão entre vereadores

Jéferson Luís avaliou como ofensiva as declarações do vereador Chicão do Açougue

0
Shares
Pinterest WhatsApp

Como estava previsto, os vereadores derrubaram mais um veto do prefeito Walter Caveanha (PTB), na última segunda-feira (23). Trata-se do projeto que dispõe sobre a instalação de equipamento eliminador de ar na tubulação de água do município. A lei, de autoria do vereador Jéferson Luís da Silva (PROS), foi aprovada no dia 12 de agosto por unanimidade. O que mais chamou a atenção é que os vereadores que compõem a base de sustentação do prefeito mudaram o voto e foram favoráveis ao veto, menos o autor do projeto e o vereador Elias dos Santos, o Pastor Elias (PSC). Ou seja, a lei que foi votada por todos os vereadores, agora, recebeu quatro votos favoráveis ao veto. Mesmo assim, o veto acabou derrubado pela votação da maioria dos vereadores. (Veja como votaram os vereadores abaixo). Assim que a votação ocorreu, começaram as discussões.

Os vereadores Fábio Aparecido Ludugirge Filleti, o Fabinho (PSDB), Guilherme de Sousa Campos, o Guilherme da Farmácia (PSD), Rodrigo Falsetti (PTB), Natalino Tony Silva (Rede) explicaram que são favoráveis ao projeto, principalmente devido as inúmeras reclamações que a Câmara recebe com relação ao problema de ar na tubulação. “Várias cidades já têm essa lei e, por isso, mantive meu voto favorável ao projeto”, comentou Fabinho.

Jéferson Luís saiu em defesa do seu projeto e disse concordar que a questão seja analisado pela Justiça, pois existem entendimentos jurídicos diferentes. “A população paga pelo ar que passa pelo hidrômetro, e não pega água. Bloqueadores de ar deverão ser instalados para sanar esse problema. Como existem entendimentos jurídicos diferentes, vamos discuti-los”, analisou.

Os vereadores Thomaz Caveanha (PTB) e Luís Zanco Neto (PTC) subiram na tribuna para explicar porque acataram o veto do prefeito mesmo após terem votado favoráveis ao projeto. “Eu fico com a linha da parte jurídica. Então, me baseio na judicialidade da lei”, explicou Thomaz. O vereador Zanco reforçou que o projeto é inconstitucional. “Todo projeto que gera custo ao município já é tido como inconstitucional. O projeto é importante, mas ele é de competência do Executivo”, comentou e logo na sequência foi criticado por Jéferson Luís, uma vez que o projeto recebeu aval da Comissão de Justiça e Redação, da qual Zanco faz parte. “Quero deixar claro que o projeto só vai para plenário após passar pelas comissões, especialmente a de Justiça e Redação. E a comissão foi unânime ao dar o aval para que o projeto fosse votado, inclusive com a assinatura do vereador Zanco. Ele votou favorável na comissão e em plenário e, agora, o Executivo mandou virou inconstitucional o projeto? questionou o vereador.

Na sequência o vereador Luciano Firmino Vieira, o Luciano da Saúde (PP), justificou o motivo que esteve ausente da votação. Luciano é presidente da Comissão de Justiça e Redação. “Através da comissão, nós demos parecer favorável e essa Casa sabe que a comissão é soberana para dar parecer. Até por isso mesmo, eu precisei sair do plenário para tirar algumas dúvidas com relação a esse projeto e na volta o projeto já tinha sido aprovado. Mas se estivesse no plenário eu teria votado contra o veto”, reforçou.

Veja como votaram os vereadores

Pastor Elias -votou não ao veto

Fabinho -votou não ao veto

Chicão do Açougue – votou sim ao veto

Guilherme da Farmácia – votou não ao veto

Jéferson Luís – votou não ao veto

Luciano da saúde- ausente na votação

Luís Zanco- votou sim ao veto

Carlos Kapa- votou sim ao veto

Natalino Silva- votou não ao veto

Rodrigo Falsetti- votou não ao veto

Thomaz Caveanha- votou sim ao veto

 

 

Previous post

Vereador causa mal-estar ao criticar colegas

Next post

Inscrições para a caminhada atingem 3 mil kits