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Dependentes químicos: grupo defende unidade terapêutica

A ideia é instalar uma unidade terapêutica para atender dependentes químicos na Fazenda da Campininha

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Mais uma vez, integrantes do GEV (Grupo Esperança Viva), que há 10 anos trabalha na cidade com ação voluntária voltada para dependentes químicos, marcaram presença na reunião do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança), no último dia 30. O grupo abraçou a ideia do Conseg de instalar uma unidade da Fazenda da Esperança em Mogi Guaçu. De acordo com a coordenadora Lilian Antônia Alves Batista, agora,o objetivo é conseguir apoio da Prefeitura para solicitar ao Estado a instalação da unidade terapêutica na Fazenda da Campininha, em Martinho Prado Júnior.

Lilian informou que após a iniciativa do Conseg, ela conversou no último dia 24 com o bispo Dom Avelar da Diocese de São João da Boa Vista, a qual Mogi Guaçu pertence. “Como a Fazenda da Esperança é ligada a igreja católica, o bispo precisa concordar com o projeto e neste caso ele nos deu a benção”, explicou.

Para os integrantes do GEV e do Conseg, a vinda da Fazenda da Esperança acabaria com o problema da van que foi retirada do grupo e tem impedido as visitas dos familiares aos acolhidos em Mairiporã e Guaratinguetá. Além disso, a cidade passaria a atender seus dependentes na própria cidade. A unidade também pode vir a ajudar na questão das pessoas em situação de rua, contribuindo para a recuperação delas.

O vereador Natalino Tony Silva (Rede) marcou presença no Conseg para prestar apoio ao GEV. “É um trabalho que eu conheci em 2017 e que é muito bem feito, temos que nos unir e começar algo, pois a cidade cresceu e vivemos outra realidade”.

Vale lembrar que em março deste ano, o grupo esteve na reunião do Conseg para solicitar ajuda para conseguir ter de volta a van que a Prefeitura cedia aos familiares dos dependentes internados em unidades da Fazenda da Esperança irem visitar os internados. No entanto, a Secretaria de Saúde chegou a justificar que o transporte foi retirado por conta da necessidade de atender pacientes de hemodiálise que precisavam se deslocar para outros municípios. A Secretaria ainda informou que gostaria de atender a todos, mas que também era necessário priorizar recursos.

 

Prefeito

O vice-presidente do Conseg, Vicente Artur Polito, disse que tinha conseguido marcar um encontro com o prefeito Walter Caveanha (PTB) para apresentar a ele a proposta de instalação e explicar todo o trabalho realizado pela Fazenda da Esperança, que tem unidades espalhadas por todo o país. O encontro aconteceu nesta sexta-feira (7), quando a coordenadora do GEV foi recebida pelo chefe do Executivo em seu gabinete junto com o vice-presidente do Conseg.

Otimista, Lilian disse que a reunião foi positiva. “O prefeito nos ouviu e se mostrou solidário ao nosso pedido e falou que o município vai, sim, levar a proposta ao Estado”. Ainda de acordo com a coordenadora, na próxima sexta-feira (14), eles devem fazer uma visita à área da Campininha. Além disso, o prefeito chegou a apresentar outras áreas para a instalação da fazenda como segundo plano. “Fiquei bem contente com a conversa e ele (prefeito) disse que acha importante ter trabalhos de fraternidade e solidariedade”.

 

TRABALHO

Tratamento incentiva produtividade de dependentes

Para estar na fazenda, o dependente precisa pagar mensalmente um salário mínimo, que atualmente é de R$ 998. Em contrapartida, a família que desembolsa o valor também recebe mensalmente uma cesta com produtos que são feitos pelos acolhidos nas fazendas, conforme explicou a coordenadora Lilian. “Durante o tratamento eles trabalham fazendo pão, mel, biscoito amanteigado, azeite, água sanitária, enfim, eles produzem muitas coisas para não ficarem com o tempo ocioso e a família recebe esse resultado nas cestas que são entregues nos dias das visitas”.

Enquanto os dependentes estão internados, o GEV presta auxílio aos seus familiares, dando apoio psicológico e os preparando para lidar com os problemas do dependente e os receberem de volta em casa quando o tempo de estadia na fazenda terminar.

 

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