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Dependentes químicos ficam sem visita de familiares

Representantes do Grupo Esperança pediram apoio do Conseg e diz que Prefeitura cortou van

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Integrantes do GEV (Grupo Esperança Viva), que há 10 anos trabalha na cidade com ação voluntária voltada para dependentes químicos, marcaram presença na reunião do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) realizada na noite de quinta-feira (28), no plenário da Câmara Municipal. O grupo de voluntários formado na Paróquia Santa Edwiges se reúne todos os sábados na Comunidade Maria de Nazaré, no Jardim Paulista, com o objetivo de ajudar pessoas que buscam auxílio no combate ao vício das drogas. A principal ação é encaminhar os dependentes para a Fazenda da Esperança, uma comunidade terapêutica católica com várias unidades espalhadas por todo o Brasil. De Mogi Guaçu, são sete pessoas acolhidas, sendo seis na Fazenda da Esperança de Mairiporã e uma na unidade de Guaratinguetá.

Desde o nascimento do grupo, a Prefeitura de Mogi Guaçu cedia uma van para transportar uma vez por mês os familiares dos internados. O veículo tinha capacidade para 16 pessoas, sendo que de cada família eram selecionados de dois a três visitantes. No entanto, no início deste mês o grupo foi surpreendido com a notícia de que o transporte seria cortado pela Prefeitura. Leandro Eugênio da Silva, um dos coordenadores do GEV, contou que o único argumento recebido foi de redução de custos. “Em janeiro apresentamos o ofício e o transporte foi aprovado. Porém, no início do mês, eles nos avisaram que cortariam a van. Estamos tentando falar com a secretária de Saúde, mas não estamos sendo atendidos e não entendemos a decisão”.

O grupo relatou que os acolhidos nas fazendas ficam aguardando o dia da visita. “Faz parte do tratamento. Isso ajuda eles a terem mais incentivo de ficar melhor, de querer contar que estão bem, evoluindo”, explicou um dos membros. Outro integrante lembrou que a maioria das famílias não tem condições financeiras de pagar o transporte para fazer a visita. Já a coordenadora Lilian Antônia Alves Batista questionou a explicação dada de corte de custos. “Quanto custa uma van ser usada uma vez por mês? Sendo que o município não tem nenhum projeto para dependentes químicos. Esse transporte era a única contribuição dada pelo Poder Público. A gente sabe que uma pessoa doente custa muito mais, o nosso trabalho é de prevenção, de recuperação, de evitar que esses dependentes cheguem ao ponto de irem para a rua e causar problemas que custam mais caros para a cidade”.

A vice-presidente do Conseg, Ana Flávia Camargo Barbosa Chiorato, e o diretor social e de assuntos comunitários, Vicente Artur Polito, disseram que o Conseg vai mandar ofícios às Secretarias da Prefeitura buscando uma solução para o caso do grupo.  O vereador Natalino Tony Silva (Rede) acompanhou o grupo na reunião e disse que irá oficiar a Prefeitura.

PRIORIDADE

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A Secretaria de Saúde informou, por meio da assessoria de imprensa da Prefeitura, que foi informada de que seriam quatro pessoas para Mairiporã e uma para Guaratinguetá, números que não justificam a cessão de uma van. Antes eram muito mais. Ainda de acordo com a nota, existe outro agravante: 70 pacientes de diálise deixarão de ser atendidos em Mogi Mirim em consequência do possível fechamento da Santa Casa da cidade. Esses pacientes devem ser enviados para tratamento em São José do Rio Pardo ou Sumaré três vezes por semana.

O limite financeiro é uma questão, sim, mas a Saúde não dispõe de recurso novo e não poderá deixar de atender pacientes de hemodiálise porque se trata de questão de vida. Se não fizerem a filtragem do sangue, os rins deixam de funcionar e eles podem morrer.

Quando se referem ao custo da van como sendo baixo, não se leva em conta que faz parte de um contingenciamento que se faz necessário para atender os casos mais graves. A Secretaria de Saúde gostaria de atender a todos, mas tem de priorizar os recursos, afirmou a nota.

 

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