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Dengue: entrada em imóveis fechados começa na próxima semana

Ações começam na próxima semana e visam ingresso, principalmente, nos imóveis à venda ou para locação

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O município conta com grande quantidade de imóveis desocupados, entre unidades para locar, vender ou abandonadas, situação que dificulta o combate à dengue já que uma das ações é a eliminação de criadouros do Aedes aegypti, que se reproduz em água parada. Sem acesso a estes imóveis, o trabalho de controle não pode ser considerado completo. Afinal, a intenção é evitar uma epidemia da doença, situação enfrentada em 2015, com mais de 15 mil casos. A liminar obtida através da 2ª Vara Cível autoriza a Prefeitura a entrar em imóveis para eliminar os criadouros.

A decisão da Justiça foi anunciada esta semana pela Secretaria de Comunicação Social, mas as ações traçadas pela Prefeitura serão detalhadas na próxima segunda (25), data para a qual foi agendada entrevista coletiva na Secretaria Municipal de Saúde. Vale lembrar que, na epidemia de 2015, o município também obteve liminar da Justiça para eliminação de criadouros em imóveis fechados. Desta vez, a quantidade de imóveis nesta situação é muito maior. Daí a importância de iniciar as ações o quanto antes.

Em geral, quando há recusa do proprietário ou quando o mesmo não é localizado, a Prefeitura contrata chaveiro para abrir o imóvel e recebe apoio da GCM (Guarda Civil Municipal) para acompanhar a equipe de combate à dengue. A liminar é resultado de ação civil pública proposta pela Secretaria de Negócios Jurídicos. “Para o embasamento da medida pleiteada, foi feito um amplo relato da evolução da dengue na zona urbana do município neste ano, entre casos confirmados e que ainda aguardam manifestação de exames”, traz o texto sobre a medida.

Na análise da fundamentação, a decisão judicial especifica que: “a autorização judicial pretendida pelo autor é medida que se impõe e tem ela caráter protetivo à pessoa e à saúde pública. Atendendo aos fundamentos expostos, que demonstram suficientemente, para esta fase do processo, a manifesta necessidade de autorização para ingresso nos imóveis, evitando danos que serão irreparáveis, caso a medida seja concedida somente a final, de rigor o atendimento do pedido”.

Para o cumprimento da medida judicial, caso o acesso ao imóvel não seja espontaneamente permitido, poderá ser aplicada multa diária de R$ 1 mil. A Secretaria de Comunicação Social destaca ainda que se houver a retirada de material, como entulho, que possa servir de criadouro do mosquito transmissor da doença, o proprietário do imóvel poderá arcar com todas as despesas, de acordo com o que prevê o Código de Posturas do Município.

É importante lembrar que o Aedes aegypti também transmite a zika e chikungunya.

nebulizacao jd novo

NEBULIZAÇÃO

Além da eliminação de criadouros, outra ação voltada ao combate à dengue, desta vez, ao mosquito em sua forma alada, é a nebulização. O trabalho teve início na região central, mês passado, e não parou. Esta semana, a equipe segue pela Vila Leila e estão no roteiro o Jardim Santo Antônio e a Vila São Carlos.

De acordo com o relatório semanal da VE (Vigilância Epidemiológica) emitido nesta quinta-feira (21), o número de casos confirmados de dengue em Mogi Guaçu subiu para 84. O que equivale à confirmação de 1,64 por dia desde 1º de janeiro até o dia 21 deste mês. De um total de 276 notificações este ano, 60 aguardam os resultados dos exames e o restante deu negativo para a doença.

A Secretaria de Saúde lançou a Campanha de Prevenção à Dengue no dia 1º deste mês, depois que janeiro registrou 17 casos positivos, ante 14 do ano passado inteiro. Em 2016, foram confirmados 128, em 2017, 23.

 

RALOS E CALHAS

As equipes que atuam no combate à dengue têm encontrado larvas em calhas e ralos, ou seja, na área externa das residências. É recomendado que os moradores observem se não há folhas entupindo as calhas. No caso dos ralos, é recomendada a colocação de detergente ou sabão em pó uma vez por semana. A água sanitária é eficiente, porém se usada todos os dias porque evapora rapidamente.

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