Home»Opinião»Crônica: Dilma quer jogar, e não aceita a zebra

Crônica: Dilma quer jogar, e não aceita a zebra

0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

A presidente Dilma Rousseff deve ser presa. Com ela, devem ser presos também os diretores da Caixa Econômica Federal, e os mais de 4.000 proprietários das lotéricas espalhadas por todo o país. Todos eles poderiam ser enquadrados pelo juiz Aldo Moro, o mais novo paladino da Justiça, responsável por encarcerar diversos ladrões da Petrobras. Como estou falando de ilícito Federal, o juiz de nossa comarca não está cometendo prevaricação, pois ele não tem competência para atuar em processo dessa área. Aldo Moro ou quaisquer outros juízes federais poderão ser acionados, só não sei se haverá cadeia para todo mundo.

Muitas pessoas dizem que há falcatruas no sorteio dos diversos jogos explorados pela CEF, mas eu não acredito. Prefiro encontrar explicações para alguns resultados que parecem estar fora da lógica, ou para entender que existem pessoas “sortudas”, como foi o caso do falecido deputado federal João Alves, ganhador de prêmios por mais de 200 vezes, como ele próprio declarou, para justificar seu enriquecimento ilícito. Era simples sua maneira de atuar: com informações dos nomes dos ganhadores, ele os procurava e pagava os prêmios em dinheiro. Daí, ele se apresentava à Caixa como ganhador, e esquentava o dinheiro proveniente de propina.

Não acredito que existam irregularidades. E também não é por isso que a Dilma e os demais implicados deveriam ser presos. Eles cometem diariamente uma contravenção penal por explorarem diariamente jogos de azar: mega sena, lotomania, federal, etc. Assim caminha a humanidade: se o banqueiro do jogo é o governo, tudo bem, ele é lícito, mas se explorado pelo cidadão comum, que recebe a “fezinha” diária do jogo do bicho, é ilícito e pode até dar cadeia. Dois pesos e duas medidas para um país em que constitucionalmente “todos são iguais perante a lei”. Nessa linha de raciocínio, não é só a tia Dilma que merece cadeia, mas todos os ex-presidentes, até o Jânio Quadros, para ele, prisão “pós mortem”.

O jogo do bicho sempre foi e é um jogo sério. Ele foi mantido na clandestinidade sob o argumento de que é uma válvula de escape para esquentar o dinheiro de tráfico de armas e drogas. Ao invés de prenderem os traficantes que se envolvem com o jogo do bicho, o governo prefere mantê-lo na ilegalidade. Isso me faz lembrar a história envolvendo o carteiro Toninho. Um dia, o Josias chegou à sua casa antes do horário habitual e pegou sua esposa, a Ana Clara, fazendo sexo com o Toninho, no sofá de sua sala. Josias não teve dúvida, vendeu o sofá.

No circo das finanças públicas federais, Dilma está buscando tudo. Foi até o zoológico, buscar grana. Está em cogitação a legalização do jogo do bicho; assim ele será legal, uma vez que coloque um dinheirinho no cofre federal. Não sou contra, mas acho que a titia  deveria mudar o nome de alguns bichos, em homenagem aos seus companheiros de partido, como Dirceu, Genoíno, Vaccari, etc. Tudo para não dar zebra na hora da aprovação no picadeiro chamado Congresso Nacional.

 

Post anterior

Semana do Trânsito propõe mudança de comportamento

Próximo post

Artigo Diamantino Gaspar: Clube 7 de Setembro