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Crise na Santa Casa: Provedor reitera pedido de ajuda

Romildo Fontaniello falou sobre a situação observada na UTI: cheque pré-datado para nutrição parenteral

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Esta semana, através de uma rede social, o provedor da Santa Casa de Misericórdia de Mogi Guaçu, Romildo Fontaniello, expôs a crise que afeta a instituição ao abordar a falta de recursos para compra de nutrição parenteral para o setor de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A postagem teve mais de 1 mil compartilhamentos, alguns comentários de relato de ajuda, mas também críticas. O provedor disse que fez o desabafo por querer evitar que a Santa Casa chegue à situação observada em outras instituições que fecharam o atendimento aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde).

A crise da instituição é atribuída exatamente à defasagem da tabela do SUS, cujo repasse mensal é de R$ 1,73 milhão. Ano passado, por exemplo, o deficit passou de R$ 9 milhões. Atualmente, o deficit mensal tem girado em torno de R$ 570 mil. Só com folha de pagamento, que conta com 597 funcionários, o gasto mensal é de R$ 1,45 milhão, incluindo os encargos trabalhistas. “Temos R$ 11 milhões em dívidas que estão negociadas em longo prazo. E ainda temos de agradecer aos fornecedores que compreendem a situação em que estamos”, disse.

Quanto ao caso da UTI, Fontaniello disse que fez um desabafo  após ter tomado conhecimento de que o estoque de nutrição parental estava baixo e que havia um cheque, no valor de R$ 33 mil, pré-datado para março. Com isto, nova compra foi efetuada para suprir o estoque e o cheque pré-datado para o dia 28 de fevereiro, no valor de R$ 13 mil. “Fico preocupado porque a Santa Casa não pode ficar desta maneira. Foi onde resolvi postar e pedir ajuda da população”, explicou salientando que também tem recorrido aos governos federal, estadual e municipal.

Romildo
Romildo

“Estamos fazendo milagre pela situação que estamos vivendo”, enfatizou o provedor. E ele revela que tem recorrido às igrejas de Mogi Guaçu, sem distinção de credo. Fontaniello destaca ainda que a Santa Casa atende urgências e emergências, abrangendo não apenas moradores de Mogi Guaçu, mas de outras 20 cidades. “A situação só não é pior porque ainda temos os atendimentos pela Unimed”, observa. Por outro lado, a crise econômico-financeira tem feito com que muitos trabalhadores percam o plano de saúde, o que tem elevado ao aumento de pacientes que buscam atendimento pelos SUS.

O provedor reitera não querer chegar ao ponto de “o barco afundar”, por isso está agindo no sentido de mobilizar a população. Apesar de algumas críticas que sua postagem recebeu, ele atenta fazer um trabalho sério e honesto, o qual desenvolve com grande prazer e de forma gratuita. Com isto, aqueles que quiserem colaborar com a instituição podem fazer doação mensal com desconto na conta de água, em carnê ou ainda depósitos em conta corrente. O telefone de contato da instituição é o 3861.1313.

 

TOMÓGRAFO

Já em crise, a instituição tem que administrar outro problema: a queima da ampola do tomógrafo. A peça queimou na última quinta-feira (8) e os pacientes que necessitam deste exame estão sendo encaminhados para a Santa Casa de Mogi Mirim. A ampola custa R$ 247 mil. Sem recurso, a administração da instituição tenta parcelar o valor para providenciar a troca. 

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