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Creche do Boa Esperança pode ter novo sistema

Procedimento foi assunto abordado na Câmara Municipal pelo vereador Fábio Luduvirge Fileti, o Fabinho (PSDB)

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A transferência de alunos do CEI (Centro de Educação Infantil) “Clotilde Miachon Bueno”, no Jardim Boa Esperança, para o CEI “Ernest Mahle”, no Ypê Pinheiro, foi abordada pelo vereador Fábio Luduvirge Fileti, o Fabinho (PSDB), na sessão da Câmara Municipal, na última quarta-feira (3). Isto por discordar da medida adotada pela Secretaria Municipal de Educação, justificando que, em vez de transferir alunos, poderiam abrir novas vagas.

Esta semana, o vereador esteve na creche do Boa Esperança e também pretende ir ao Ypê Pinheiro. A finalidade das visitas é verificar o funcionamento das unidades, bem como o número de alunos assistidos. “Não entendo porque tem que transferir aluno para fazer Chamamento Público, a creche não poderia continuar como estava e atender aqueles que estão na fila de espera?”, questiona Fabinho.

O supervisor de ensino da Secretaria Municipal de Educação, Paulo Paliari, estranhou a colocação do vereador, pois a transferência aconteceu há um mês. “Foi um processo muito tranquilo e muito bem aceito pelos pais de alunos, além de ter sido planejado”, enfatiza. A justificativa é de que a transferência foi apontada como opção porque 90% dos alunos do Boa Esperança são provenientes de bairros assistidos pela nova creche: Jardim Guaçuano, Jardim Ypê Pinheiro, Residencial Ypê Amarelo e Jardim Ypê V.

creche ernst malheAntes de realizar a transferência, a Pasta fez reunião com os pais para explicar os motivos do procedimento. Foi feito também processo de adaptação das crianças, o que fez com que os próprios funcionários do Boa Esperança permanecessem por alguns dias no Ypê Pinheiro. “Depois disto, os funcionários foram transferidos para outras creches”, diz Paliari, alertando que o “Ernest Mahle” ficou mais próximo para a maioria dos pais.  

O supervisor relatou que qualquer mudança a ser realizada é planejada em detalhes, sendo que até mesmo a metodologia aplicada na creche do Ypê Pinheiro foi explicada aos pais. Isto porque, os serviços da unidade são conduzidos pela Associação Espírita Vinha de Jesus também responsável pelo Lar Menino Jesus, no Jardim Santa Terezinha. Segundo Paliari, foram pouquíssimos os pais que não aceitaram a mudança, cerca de seis. Com isto, estes alunos foram transferidos para as creches do Ypê II e Ypê VI.

 

PARCIAL

Paliari frisa que não há nenhuma intenção de fechar a creche do Boa Esperança, mas, sim, de oferecer um sistema diferenciado de atendimento que está em estudo na Pasta. Daí, neste caso, entraria a questão da abertura de Chamamento Público. Além disso, a unidade permaneceu com os alunos do Berçário I e II, que somam cerca de 20 crianças. “Esta idade é a que apresenta maior demanda e não havia vagas na Ernest Mahle”, explica.

O supervisor reforça que todo o procedimento foi muito tranquilo, inclusive com total compreensão de pais e funcionários. A proposta é de que a unidade do Boa Esperança passe a ofertar creche em tempo parcial. “E repito, ainda é um estudo e que representa uma maneira de também atender a parte da demanda da fila de espera por creche”, pontua. Atualmente, cerca de 1 mil crianças aguardam vagas em creches.

A expectativa, como pontua Paliari, é de que esta demanda também seja parcialmente suprida com o funcionamento das creches do Jardim Guaçu Mirim e Jardim Chaparral, ambas em fase final de construção. Ele lembra que há outras duas unidades a serem construídas, uma no Jardim Zaniboni I e outra no Hermínio Bueno.

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