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Correios não descartam possibilidade de mutirão aos finais de semana

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De acordo com a assessoria de comunicação dos Correios, levantamento de quinta-feira (17) apontou que 89,68% do efetivo não aderiu à paralisação — o que corresponde a 106.982 empregados, número apurado por meio de sistema eletrônico de presença. O movimento está concentrado na área de distribuição. Do total de 30.244 carteiros que deveriam trabalhar quinta-feira (17) nesses locais, 10.688 não compareceram (35,34%).

No interior do Estado de São Paulo, 93% do efetivo dos Correios esteve presente e trabalhou quinta-feira (17), o que corresponde a 12.889 empregados. Do total de 4.820 carteiros que deveriam trabalhar nas localidades em que há paralisação, 795 não compareceram (16,5%).

A assessoria de comunicação relata que nessas localidades, os Correios estão aplicando o Plano de Continuidade de Negócios, que inclui ações como deslocamento de empregados entre as unidades, apoio de pessoal administrativo e realização de horas extras. Caso haja necessidade, a empresa também pode promover mutirões para entrega nos fins de semana. Os serviços de hora marcada postados e entregues no mesmo Estado foram mantidos nas localidades em que não há paralisação.

TST

Os Correios ingressaram com ação de dissídio coletivo junto ao TST (Tribunal Superior do Trabalho). A justificativa é de que a empresa tomou a iniciativa devido à divisão dos trabalhadores em relação à proposta de acordo coletivo apresentada pelo vice-presidente do TST, ministro Ives Gandra, na última sexta-feira.

Na noite de terça-feira (15), dos 36 sindicatos dos Correios no Brasil, 17 decidiram não deflagrar paralisação, sendo que 16 aceitaram a proposta do TST. Não houve, portanto, maioria suficiente para a assinatura de acordo.

Com isso, a empresa retoma sua última proposta que propõe reajuste de 6% nos salários (3% retroativos a agosto e 3% em janeiro de 2016), além de outros itens.

SERVIÇOS

Em comunicado, o Poupatempo alerta os cidadãos que o serviço de remessa postal de documentos pode ficar comprometido durante a greve dos funcionários dos Correios. Em virtude da greve dos Correios, o Poupatempo não poder garantir temporariamente essa comodidade.

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