Home»Polícia»Corpo de Carioca segue no IML

Corpo de Carioca segue no IML

PM prende o segundo autor do homicídio; um foi preso no dia do crime e outro segue foragido;

1
Compartilhamentos
Pinterest Google+

Dois meses após ser torturada, baleada e carbonizada, Luciana Campos Tavares, 22 anos, a Carioca, ainda não foi sepultada. Familiares não compareceram ao IML (Instituto Médico Legal) para providenciar o sepultamento. Ela morava no Jardim Boa Vista, mas é natural de Duque de Caxias/RJ.

O delegado Luiz Roberto Janini Ortiz, que responde interinamente pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), explicou que aguarda uma contestação do IML para que possa fazer o registro do óbito junto ao Cartório e, assim, solicitar o enterro.

O caso de Carioca veio à tona nessa semana, quando o segundo homem que participou do assassinato foi preso. O corpo dela foi localizado na área rural do Mato Seco, no dia 10 de outubro.

Leonardo
Leonardo

Leonardo Augusto Teixeira, 22 anos, foi preso na tarde de segunda-feira (5) pelos policiais militares Moreno e Goulart, da Força Tática. Leonardo era considerado procurado pela Justiça desde a ocasião do crime. Os policiais estavam patrulhando o Jardim Santa Cecília e receberam a informação de que Leonardo estaria em uma barbearia do bairro. Ao avistar a viatura, ele tentou fugir, mas foi capturado. Ele deve ser transferido até o fim de semana para uma unidade prisional do Estado, onde irá aguardar o julgamento. Leonardo reside no Jardim Esplanada, bairro vizinho onde Luciana morava.

Além do envolvimento na morte de Carioca, Leonardo é acusado de tentativa de homicídio contra outra pessoa. Esta outra vítima presenciou o crime contra Carioca e disse que também seria morto, mas conseguiu escapar e correu até o Itaqui, onde pediu ajuda aos sitiantes. Populares localizaram o corpo da mulher e acionaram a Guarda Civil Municipal.

O delegado Ortiz esclareceu que o inquérito já foi concluído e que o processo foi remetido para a Vara Criminal. A motivação do crime seria porque Luciana furtou o estabelecimento de um dos envolvidos no crime. Ortiz, ao lembrar-se do caso, lamentou a morte que ocorreu com requintes de crueldade. Antes de ser queimada, Luciana foi agredida por três homens a ‘pauladas’ e também foi alvejada com um disparo de arma de fogo. O delegado também confirmou que um terceiro envolvido continua foragido: trata-se de Jucimar Josias de Souza, 30 anos.

 

Comparsas

Um dos autores do crime, o mecânico Marcelo Barbosa Guslafer, 35 anos, foi preso no mesmo dia da localização do corpo de Carioca. Ele foi preso pelos guardas civis Fernandes, Geraldo, Gonçalves e Garcia da ROMU (Ronda Ostensiva Municipal). Na ocasião, o delegado Alexandre Henrique Leme da Silva determinou a prisão em flagrante do mecânico por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, uso de fogo, impossibilidade de defesa da vítima e poderá ainda ser enquadrado no crime de feminicídio – assassinato de mulher pelo fato de ser do sexo feminino – e responderá também por tentativa de homicídio da testemunha que sobreviveu.

Marcelo
Marcelo

Inclusive, o sobrevivente disse que estava com Carioca quando três homens, em um veículo Palio/Weekend, cor vermelha, os forçaram a entrar no carro. A testemunha e Carioca tiveram de descer em uma plantação de eucaliptos, próxima à Rodovia SP-340. Lá, a mulher foi agredida a pauladas pelos três homens. Leonardo teria saído em seguida e retornado com um galão de gasolina. Foram até o Jardim Igaçaba onde pegaram uma arma de fogo de grande porte, numa residência, e rumaram para a região do Mato Seco.

A mulher foi novamente agredida a pauladas. Momento em que Jucimar atirou uma vez contra ela. A testemunha disse que Jucimar tentou disparar contra ele três vezes, mas a arma falhou e ele conseguiu escapar. O sobrevivente contou que conseguiu ver quando um deles jogou gasolina sobre a mulher e a incendiou.

 

Post anterior

Família busca por parente desaparecido

Próximo post

Angioplastia: tempo médio na rotina é de 30 dias