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Conta Tudo da edição de sábado, dia 5 de setembro

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                A possível volta de quem nunca foi. Um modesto bem arrojado. E os encontros indesejáveis que a política pode reservar. Confira o que movimenta os bastidores.

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Uma “bomba-cascão” caiu nos bastidores da política essa semana. A possibilidade de que o ex-prefeito Hélio Miachon Bueno seja candidato novamente nas eleições de 2016 pelo PMDB – recém-passado para as mãos do empresário Modesto Junior – causou furor e surpresa entre os caciques políticos. Primeiro porque Hélio havia confirmado que apoiaria a candidatura à reeleição de Walter Caveanha em 2016. Segundo porque, em tese, Hélio não teria condições de ser candidato devido aos seus problemas pendentes com a Justiça Eleitoral – como alguns afirmam. Obviamente, não há confirmação oficial de que o ex-prefeito entre mesmo no páreo, mas se a ideia era alvoroçar o ambiente político, ele conseguiu.

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E você, caro leitor desta coluna, pode estar se perguntando por que o PMDB, que estava bem próximo de Marcos Antonio, de uma hora para outra, passou para as mãos de Modesto Junior, que tem em toda sua nova comissão provisória peemedebistas e ex-filiados próximos a Hélio. O principal argumento para convencer a Executiva Estadual do partido foi a declaração de Hélio de que será candidato a prefeito da cidade. A intenção agradou em cheio os caciques e baleias do PMDB. A mesma proposta teria sido feita a Marcos Antonio, que gostaria de ter a sigla ao seu lado, mas já havia definido sair candidato pelo PSD. Assim, Hélio levou.

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A possível entrada de Hélio na disputa eleitoral em 2016 ainda segue no campo da especulação, mas pode redesenhar o cenário político. Isso porque a aliança feita em 2013 iria por água abaixo com sua candidatura a prefeito – pelo menos, aos olhos do grande público. O prefeito Walter Caveanha teria que se rearticular para o pleito do ano que vem. Já Marcos Antonio poderia, em tese, beneficiar-se com uma divisão de votos entre os dois ex-chefes do Executivo para a Prefeitura. Mas como ainda existe uma quantidade gigantesca de indecisos na cidade – segundo responsáveis por sondagens políticas algo em torno de 48% – muita coisa pode mudar até outubro de 2016.

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E não é só na disputa pela Prefeitura que os cálculos seguem a todo vapor. A montagem de grupos para a disputa de cadeiras na Câmara também está movimentada. Há filiados não interessados em servir apenas de escada para que outros assumam a vaga. E se ocorrer vai ter custo. Por outro lado, na Câmara, há quem esteja acompanhando tudo de camarote. Alguns veteranos da vereança não devem mais se aventurar nesse jogo arriscado chamado eleições – até porque, estão meio enrolados com a Justiça. Mas nem por isso ficarão desassistidos. Há quem diga que já há acordos de Secretarias Municipais, caso o grupo em que eles estejam saia vencedor, é claro. Basta pedir um votinho aqui, outro ali…

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Por falar em Secretaria, a ex-secretária de Educação, Valéria Gotti, pode estar com um pé na base de apoio da Administração Municipal. Mais que isso, no próprio partido do prefeito, o PTB. Atualmente, Valéria engrossa as fileiras do PP, mas tem tido conversas consistentes e está muito propensa a mudar de sigla. Em caso de mudança, Valéria Gotti, que é considerada uma candidata com bom retrospecto de votos, pode ter que sentar na mesma mesa que seu algoz do passado, o suplente de vereador Ivens Chiarelli, hoje no PMDB e líder do governo na Câmara. Seria um daqueles encontros necessários, mas difíceis de engolir. Tudo em nome da política!

trofeu  * O troféu “Fogueteiro” vai para o ‘novo’ comandante da Guarda Civil Municipal, Claudemir Adorno. No anúncio da volta do comandante houve até fogos de artifício na Prefeitura, algo incomum nas apresentações de comissionados. Tudo isso era saudade? Semana que vem tem mais Conta Tudo.

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