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Conselheiros ainda esperam reunião com prefeito

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Os conselheiros tutelares de Mogi Guaçu seguem com os atendimentos paralisados parcialmente, desde a tarde do último sábado (11). Quem passa em frente à sede do Conselho pode ver uma faixa na qual é informado sobre a decisão de parar os atendimentos à população de maneira parcial. À Gazeta, na tarde desta segunda-feira (13), os conselheiros tutelares informaram que ainda aguardam pela reunião com o prefeito Walter Caveanha (PTB) para tratarem sobre melhoria no valor do salário do conselheiro tutelar que, atualmente, gira em torno de R$ 1,9 mil. “Estamos atendendo somente casos de emergência. Vamos continuar esperando. Esta segunda-feira foi o primeiro dia útil da semana, então, vamos aguardar para ver como serão os próximos dias. Se o prefeito irá nos chamar para conversar”, disse a conselheira Maria Goreti Souza.

A título de comparação, conforme demonstraram os conselheiros tutelares de Mogi Guaçu, em Poços de Caldas/MG, a categoria recebe R$ 3.000,50; em Mogi Mirim, o salário é de R$ 2.442,00; e em Engenheiro Coelho, os conselheiros recebem R$ 2.500,00.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Mogi Guaçu informou que “a Administração Municipal está analisando o pedido com a devida atenção que o caso requer. Ademais, desde 2013, os salários dos conselheiros tutelares sempre foram corrigidos com o mesmo percentual pago aos servidores públicos municipais”.

conselho tutelar paralizacao

Os conselheiros reivindicam melhoria salarial, já que não podem receber o pagamento de horas extras. Eles chegam a trabalhar 328 horas mensais, ou seja, pouco mais de 100 horas a mais do que é permitido pela legislação trabalhista. Na última quarta-feira (8), o Conselho Tutelar de Mogi Guaçu encaminhou ofício ao prefeito e demais autoridades policiais e judiciárias da cidade avisando sobre a intenção do órgão de parar parcialmente os atendimentos à população 72 horas após o envio do ofício. Na ocasião, Walter Caveanha estava viajando entre São Paulo e Brasília e, justamente, por estar fora de Mogi Guaçu não pode se reunir com os conselheiros tutelares.

Vale ressaltar também que, no fim do mês passado, a Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei de autoria do Executivo que concede direitos trabalhistas, que eram inexistentes até então, reivindicados desde 2012, como cobertura previdenciária; férias remuneradas, acrescidas de 1/3 do valor da remuneração mensal; licença-maternidade e paternidade; gratificação natalina; cesta-básica e plano médico iguais aos dos funcionários da Prefeitura guaçuana.

 

 

 

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