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Conflito familiar foi a principal ocorrência atendida em 2018

Conselheiros tutelares comentaram sobre as estatísticas de 2018

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O Conselho Tutelar de Mogi Guaçu divulgou a estatística que mostra os atendimentos que foram realizados no ano de 2018 para a proteção dos direitos das crianças e adolescentes do município. O conselheiro Adilson Almeida comentou os números fechados e informou que de janeiro a dezembro foram registradas 3.367 violações, 864 encaminhamentos, 7.914 averiguações e 4.390 orientações. Nas violações estão os casos de conflito familiar, negligência, maus-tratos, evasão escolar, abandono de incapaz, abuso sexual, entre outros.

O item conflito familiar é o que mais chama a atenção pelo alto registro de ocorrências com 1053 atendimentos. Como exemplos estão brigas que ocorrem entre casais separados que discutem a guarda compartilhada de um filho e a falta de cumprimentos de regras destas guardas, adolescentes que fogem de casa ou têm problemas de relacionamento com os pais e desavenças entre cônjuges. “O conflito familiar continua a sobressair nas violações devido às dificuldades sociais, econômicas e culturais envolvendo pais ou responsáveis das crianças e adolescentes, e infelizmente, a gente ainda vê que em muitos casos a criança é usada como moeda de troca”, relatou Almeida.

Em seguida com 504 auxílios vem à negligência que conforme explicou o conselheiro diz respeito ao não oferecimento dos direitos principais da criança e adolescente, como ter as vacinas em dia, frequentar a escola, ter uma boa alimentação e condições de higiene. “Para nós, a criança é um ser de direito. Verificamos as violações para tomar providências conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”.

A evasão escolar gerou 465 atendimentos e ficou em terceiro lugar na estatística de 2018, sendo que o Conselho Tutelar reitera que no ensino fundamental os alunos a partir do 8º ano e do ensino médio apresentam desinteresse pelos estudos. O contato com substâncias psicoativas e a ausência de diálogos dos pais permanente com os filhos, a falta de atrativos que motivem os adolescentes a frequentar as aulas também estão entre os motivos que causam a evasão.

conselho tutelarO conselheiro ainda falou sobre os casos de abuso sexual, sendo que confirmados foram cinco e suspeitas foram 47. “Os números para estes casos não foram tão altos. Com isso, acreditamos que o trabalho realizado como palestras em escolas e orientações gerou resultados. Por outro lado também pensamos que se os números aumentam é porque as denúncias aumentam. Então, espero que o resultado de 2018 não tenha sido em virtude do silêncio das pessoas”.

Almeida ainda informou que a partir de agora o Conselho Tutelar realiza encaminhamentos apenas ao CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social), o que, segundo ele, é uma mudança que facilita o trabalho realizado. “Foi determinado um novo fluxo. Agora, encaminhamos apenas ao CREAS que depois distribui esses encaminhamentos aos demais serviços, como CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) e CAIA (Centro de Atendimento à Infância e Adolescência). Assim, a gente tem que cobrar o retorno apenas de um serviço”, finalizou.

 

 

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