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Combate ao tráfico e aos roubos é meta para 2016

José Antônio retomou a função de delegado seccional de Mogi Guaçu e traçou os planos para o próximo ano

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Delegado da Seccional de Mogi Guaçu, José Antônio Carlos de Souza, que comanda a Polícia Civil de oito municípios, já traçou metas para o próximo ano. Os rumos das investigações e as estratégias para o combate aos crimes que mais ocorrem na região foram traçados nessa terça-feira (29), após reunião com delegados.

O delegado seccional esteve afastado por nove meses da função para concluir o curso de pós-graduação na Academia de Polícia, mas disse que mesmo distante acompanhou o trabalho da Polícia Civil na região. Nesse período, o delegado Ruy Prado Marcondes assumiu a função interinamente.

As metas de combate aos crimes foram traçadas para os próximos seis meses. Para o delegado seccional, o tráfico é o crime que alavanca os demais delitos, mas as investigações também serão intensificadas para o combate ao roubo a veículos e residências.

Mesmo com defasagem de pessoal, José Antônio acredita atingir as metas. “Não falta munição, colete, arma e viatura e as delegacias estão bem instaladas, falta apenas mudar o prédio da delegacia de Estiva Gerbi e a construção externa da delegacia de Pedreira. Precisamos é de estrutura humana”.

O reforço de escrivães e delegados só a partir de julho, quando termina o curso de formação na Academia de Polícia. “Foi a condição que impus para permanecer aqui e conto com o apoio do delegado geral”, contou José Antônio que chegou a receber proposta para trabalhar em outra região.

É que com o curso de pós-graduação o delegado está apto a ser promovido. O trabalho de conclusão de curso foi com base em crimes virtuais que ocorreram na região – Furto Eletrônico Mediante Fraude. “O lucro desse crime é duas vezes maior que o tráfico, apesar de ser um crime novo”, contou o delegado.

 

Índices Criminais

Ao analisar os dados estatísticos de crimes, o delegado confirma que em alguns delitos a prática criminosa aumentou em relação ao ano passado. “Mas em dados percentuais esse número é ínfimo”, acrescenta o policial.

Um exemplo trazido pela Gazeta foi o de roubo e furto de veículos em Mogi Guaçu. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, em 2014 foram 376 casos registrados e até novembro desse ano 451.

Os dados, porém, não devem assustar o leitor. O delegado explica que analisados em detalhes, os números apontam que o furto de veículo diminuiu, enquanto que o roubo de veículos aumentou havendo uma migração do delito.

Com sistemas de alarmes e rastreamento nos veículos, principalmente os novos, os ladrões encontraram dificuldade em furtar os carros e partiram para o assalto, rendendo a vítima e levando o veículo.

Mas o delegado ressalta que o número cai ainda mais quando se compara com o registro de veículos localizados e recuperados. Muitos encontrados em cidades vizinhas e até mesmo em Mogi Guaçu e, na maioria, estão sem aparelhagem de som, pneus ou outros acessórios. Na avaliação do delegado, é preciso ver qual a intenção do criminoso, que nem sempre é o veículo, mas a retirada dos componentes. “E as investigações da Polícia Civil têm sido eficazes e muitos crimes esclarecidos”.

Para exemplificar, o delegado citou o resultado da última operação deflagrada, no início do mês. Na área da seccional foram sete flagrantes, 35 Boletins de Ocorrência e quatro Termos Circunstanciais elaborados. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, que resultaram em 25 pessoas presas. Quase um quilo de entorpecentes foi apreendido, entre maconha, cocaína e crack, além de duas armas e 12 munições.

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