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Com fábrica desativada, Proguaçu tenta se reequilibrar

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O prejuízo mensal da Proguaçu S/A girava em torno de R$ 50 a R$ 70 mil. O deficit que já vinha sendo registrado há anos foi um dos principais motivos que fizeram a direção da autarquia desativar a fábrica de artefatos de cimento. Equipamentos ultrapassados e o alto prejuízo mensal não davam mais suporte para que a fábrica prosseguisse funcionando. Há dois meses, ela está desativada, conforme afirmou o presidente interino da Proguaçu, Luís Wanderley Brunheroto (PSB). “Não tinha mais como manter essa fábrica funcionando. Não tinha mais jeito. Os equipamentos precisavam ser modernizados, trocados por outros mais novos e, além disso, mensalmente a fábrica resultava num prejuízo muito alto”, lamentou.

Com o fechamento, a Proguaçu está, atualmente, com 110 funcionários, já que houve três demissões. “Os funcionários que foram demitidos receberam seus pagamentos, benefícios e rescisões corretamente. A Proguaçu tem uma comissão que nos dá as diretrizes e está tudo sob controle. Os demais foram realocados em outros setores da Prefeitura”, pontuou Brunheroto.  

Sessão de Câmara Wanderley BrunherotoEle enfatizou, no entanto, que livre dos prejuízos que vinham acumulando o financeiro da Proguaçu, a autarquia vai conseguir fôlego para se manter ativa. “A carga tributária é muito alta. Os encargos sociais pagos aos funcionários da Proguaçu são caros. Com a empresa sempre apresentando prejuízos estava difícil equilibrar as contas Agora, a tendência é melhorar”, avaliou.

Vale lembrar que o Ministério Público local já havia pedido o fechamento da Proguaçu, há cerca de dois anos, alegando que a autarquia não se sustentava sozinha e não justificava o funcionamento. À época, houve auditorias na autarquia e a apresentação de um plano de trabalho ao Ministério Público. Dentro deste plano de trabalho já estava prevista a desativação da fábrica de artefatos de cimento. Com a concretização, a Proguaçu ganha fôlego para tentar reequilibrar suas contas equacionando suas receitas e despesas numa tentativa de evitar o fechamento total da Proguaçu.

Atualmente, ela presta serviços para a Prefeitura de Mogi Guaçu e mantém contratos com as Secretarias de Educação, de Saúde, com a SOV (Obras e Viação) e também com a Secretaria de Planejamento, na qual presta serviços de engenharia. Nas demais Pastas, a Proguaçu faz todos os serviços de manutenção e reparos das escolas públicas municipais e creches e ainda nos postos de saúde da cidade.  

fabrica proguacu fechada

Por estes serviços prestados, a Proguaçu recebe mensalmente da Prefeitura o pagamento de aproximadamente R$ 400 mil. Não se trata de repasse de verbas, mas, sim, de pagamentos pelos serviços prestados.

“É justamente para acertar o financeiro da Proguaçu e dar chances de ela sobreviver é que decidimos pelo fechamento da fábrica. Não fazia mais sentido mantê-la em meio a um prejuízo mensal tão alto”, concluiu Brunheroto, que está interinamente substituindo a presidente da Proguaçu afastada por motivos de saúde, Irene Delfino da Silva (PSB).

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