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Com cortes do Governo Federal, município amplia investimentos

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Os frequentes cortes dos recursos repassados pelo Ministério da Saúde aos municípios já apresentam reflexos, aumentando o valor investido em recursos próprios nos gastos com saúde. No segundo quadrimestre deste ano, o valor empenhado por Mogi Guaçu foi de 38,22%, enquanto deveria ficar na casa dos 15%.

Este e todos os demais gastos da Secretaria Municipal de Saúde foram apresentados na tarde de quinta-feira (10), na Câmara Municipal, onde aconteceu a prestação de contas do período de maio a agosto deste ano. O total de despesas empenhadas foi de R$ 117,3 milhões, sendo as despesas no valor de R$ 77,1 milhões pagas em recursos próprios. Deste total, R$ 50,3 milhões de despesas já foram pagas.

A situação é vista com preocupação pela secretária de Saúde, Clara Alice Franco de Almeida Carvalho. “Se isso se confirmar até o final do ano fico com dó das outras Secretarias, porque não terão dinheiro para nada. E não podemos esquecer que saúde não cresce em real. Tudo o que a gente compra em saúde é em dólar. E, assim, se a gente não tem dinheiro não posso executar as ações”, explica.

Clara acentua que a situação tem sobrecarregado os municípios. Ela comenta que neste mês tiveram cortes “pavorosos”, que está investigando porque não tem justificativa, pois segue com os mesmos serviços. “A única coisa que eu perdi são os médicos do Mais Médicos”, esclarece. Ela atenta que só conseguiu reabrir os outros PSFs (Programa Saúde da Família) porque tinha profissional do Mais Médico, pois é grande a dificuldade em arrumar médico para 40 horas semanais.

Esses custos são de R$ 12 mil por mês, que é o valor do salário de um médico de PSF. O município perdeu três profissionais e teve o recurso suspenso. “Sem médico, o Ministério da Saúde não considera equipe completa e não repassa o recurso. Não tenho orçamento para contratar médico nem para pagar os outros profissionais que pagava com recursos do PSF”, salienta Clara frisando que o cenário se repete também em outras cidades.

Para a secretária, o discurso da parceria de que responsabilidade é tripartite parece que não existe porque o Estado gasta 12% há anos, ou seja, diminuindo serviço porque os preços das coisas aumentam. “E o município passa de 15% para 38%. Sei que tem município que já passou de 40%. Fico angustiada porque ano que vem vários médicos terminam o contrato do Mais Médicos”, justifica.

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