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Cigano Rone é condenado há mais de 20 anos

Rone respondeu pela tentativa de homicídio contra a ex-sogra e a ex-cunhada

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O cigano Rone de Freitas foi condenado a 23 anos e 4 meses de prisão pela tentativa de duplo homicídio contra a ex-sogra e a ex-cunhada. Ele atirou nelas em abril de 2015, no Jardim Califórnia. O tribunal do Júri ocorreu na manhã de quinta-feira (3), das 9h às 11h.

Lenice da Silva Ribeiro, a sogra, compareceu junto com a filha para depor. “Foi tenso, mas ocorreu tudo bem”, comentou. Ela contou à reportagem que Rone não permaneceu na sala do tribunal durante o depoimento delas e logo que se encerraram os depoimentos ela e a família deixaram o Fórum, não sabendo qual teria sido a sentença. “Fomos embora logo e não sei se ele vai ficar tudo isso (preso), mas ainda temos medo. Não sabemos também qual é o pensamento dos familiares dele”, confessou Lenice.

A reconstituição do crime ocorreu no mês passado. Rone foi preso em setembro de 2015, cinco meses após o crime. Ele foi preso no município de Divinolândia. Naquela ocasião, a delegada Edna Elvira Salgado Martins contou que durante as investigações, Rone quase chegou a ser preso, em Itapira, mas conseguiu fugir. Investigadores da DIG (Delegacias de Investigações Gerais), com ajuda de policiais civis de Divinolândia o detiveram na rua, dentro de um carro.

rone cigano preso duplo homicidio jd californiaÀ delegada, Rone, que na época do crime tinha 24 anos, disse que naquele dia atirou para cima e não tinha intenção de matar. O cigano também alegou que elas o ameaçaram com tijolo e pau. A dona de casa Lenice da Silva Ribeiro, na ocasião com 40 anos, conhecida como Sonéia, e a filha Tuany Priscila da Silva Santos, com 24, foram baleadas no portão de casa por Rone. Ele estava à procura da ex-companheira Tayná, filha de Lenice.

Lenice levou um tiro de raspão na nuca e a filha Tuany levou dois tiros na barriga e um no ombro direito. A família na ocasião mudou de casa e alegava não saber o paradeiro de Tayná.

 

Histórico

Na ocasião em que Rone tentou matar a ex-sogra e cunhada, Tayná Letícia Silva dos Santos, que tinha 18 anos, teria fugido do acampamento onde vivia com Rone, em Itapira. Eles se conheciam desde 2009. Naquele ano, Rone foi denunciado por estupro de vulnerável acusado de raptar a adolescente à época com 12 anos. No final daquele ano de 2009, disparos de arma de fogo foram efetuados na rua da família de Tayná, onde a adolescente estava com outros familiares. Ele estava à procura da garota.

Rone chegou a ser preso em flagrante por fazer ameaças contra autoridades e familiares de Tayná. A mãe da jovem à época fez denúncia ao Conselho Tutelar e à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). Tayná e a mãe chegaram a ir para um abrigo de vítimas de violência familiar. Rone, acompanhado de outros ciganos, passou a procurar a menina na casa do pai dela, dos avós e outros parentes. Rone negava as acusações, alegando que apenas queria conversar com Tayná. O cigano ainda respondeu criminalmente por estupro de vulnerável e chegou a ser transferido para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Araraquara.

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