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Cerâmica Lanzi: Sem salários, funcionários protestam

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Os funcionários da Cerâmica Lanzi se reuniram na tarde de ontem para um protesto em frente à empresa. Com apoio do Sindicato dos Ceramistas, eles foram recebidos pelo diretor da empresa Luiz Antônio Lanzi que relatou aos profissionais as dificuldades econômicas enfrentadas e não fez qualquer promessa de pagamento. As informações foram repassadas à Gazeta pelo diretor do Sindicato da Construção, Mobiliário e Cerâmica, Jair Silvestre.

A situação da empresa se agravou na última semana quando a produção foi paralisada em decorrência da interrupção no fornecimento de gás. “Ele (Luiz Antônio) foi claro ao informar que só retoma a produção quando tiver dinheiro para arcar com os atrasados”, explicou o sindicalista. As possibilidades de fazer caixa estão depositadas na possibilidade de receber pelo pagamento de vendas realizadas e não quitadas ou ainda de tentar um empréstimo pessoal. Por isso, segundo Jair, o empresário não teria feito qualquer promessa aos funcionários.

O encontro teve a participação de 85% dos funcionários e a maioria manifestou o interesse de não retornar ao trabalho caso a empresa não pague os salários. “A opção que têm é de esperar ou entrar com a rescisão indireta o que os deixa livres para procurar outro emprego, mas não implica na garantia do pagamento das verbas rescisórias. Daí segue para a Justiça”, detalha o sindicalista, colocando o sindicato à disposição dos funcionários.

Aliás, Jair explica que o sindicato não tem autonomia para executar, mas cumpre o papel de ouvir os trabalhadores, intermediar e fiscalizar. “E fazemos isso para os funcionários mesmo sem estarmos recebendo a contribuição sindical porque até mesmo isto é descontado do trabalhador e não repassado para o sindicato”, diz, rebatendo críticas feitas ao sindicato pela própria categoria.

OUTRO LADO

A Gazeta manteve contato com a Cerâmica Lanzi e obteve por e-mail retorno do diretor da empresa, Luiz Antonio Lanzi. Ele pontuou que os salários da área industrial estão atrasados há 10 dias, não dois meses. A explicação é que os salários vêm sendo atrasados por alguns dias há dois meses.

Foi relatado também que a Lanzi está pagando o gás, que é fornecido pela Comgás, com pré-pagamentos semanais. E que o abastecimento foi interrompido atendendo a um pedido da empresa porque custaria cerca de 50 mil reais por dia para manter os fornos ligados, mesmo sem produção.

 

Luiz Antonio esclareceu que a Lanzi tem voltado cerca de 90% da produção em um outsourcing para a Incefra e, neste momento, a Incefra está revendo a programação de produção para o final de ano, o que está demorando um pouco mais do que o esperado. Por isso, a parada na produção.

Quanto ao 13º salário foi informado que será pago parceladamente a partir de janeiro. O diretor frisa ainda que os funcionários não fizeram nenhum protesto e sim uma reunião civilizada com a direção da empresa e a participação do sindicato.

 

 

 

 

 

 

 

 

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GAZETA GUAÇUANA, 30 de novembro de 2019

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