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Cerâmica Lanzi demite 93 funcionários

Sindicato da categoria não foi comunicado oficialmente das dispensas que aconteceram na quarta-feira (2)

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A Cerâmica Lanzi demitiu 93 funcionários na última quarta-feira (2), o que evidencia a crise econômico-financeira vivida pela empresa. As primeiras demissões começaram no início deste ano, somando cerca de 70 dispensas, segundo apurado junto ao Sindicato dos Ceramistas e da Construção Civil de Mogi Guaçu e Região. No entanto, a dispensa desta semana não foi comunicada aos representantes da categoria.

De acordo com o presidente do sindicato, Paulo de Tarso Ferreira, um forno foi desativado em decorrência da redução da produção. A maior preocupação é quanto aos acertos destes funcionários demitidos, bem como daqueles que seguem na empresa com os salários atrasados. “Não cumprem com as obrigações trabalhistas, cortaram o plano médico e nem mesmo as ações ajuizadas foram pagas”, detalha.

Paulo não esconde a decepção desta falta de contato com a empresa, a qual mantinha bom diálogo com o sindicato. “Infelizmente, a nova lei trabalhista tem atrapalhado muito o trabalhador”, justifica. Ele lembra que a agência do Ministério do Trabalho foi acionada desde as primeiras demissões sem pagamento das rescisões, sendo que dentro de duas semanas haverá audiência junto à agência do Ministério Público.

Quanto às 93 demissões, Paulo enfatiza que não pode falar que as rescisões não foram pagas porque a lei resguarda à empresa o prazo de 10 dias para realizar os depósitos. Todavia, lembra que nem mesmo as ações ajuizadas foram pagas, o que fez com que tivesse de ser executadas. 

A Gazeta manteve contato com a diretoria da Cerâmica Lanzi e, conforme o solicitado, enviou alguns questionamentos. Apesar de nem todas as perguntas terem sido respondidas, o diretor Luís Antonio Lanzi encaminhou uma nota.

“Estamos vivendo momentos de incertezas no mercado brasileiro e a única certeza que temos é que tudo deve mudar. A Cerâmica Lanzi não é nenhuma exceção a esse respeito e tivemos que tomar uma decisão de diminuir temporariamente o tamanho da nossa empresa”, traz o primeiro parágrafo da mensagem.

Luis Antonio confirmou que, a partir desta semana, a empresa irá trabalhar com apenas uma linha de produção. Daí, portanto, a necessidade das 93 demissões. “Todas essas medidas são para preservar a empresa e preservar o emprego dos 230 funcionários que permanecerão trabalhando na empresa”, justifica.

O diretor adianta que os salários estarão sendo regularizados em breve, apesar de não mencionar prazos. Segundo a nota enviada e assinada por Luiz Antonio, há expectativas de que, no segundo semestre deste ano, voltem à produção em plena carga e, com isto, a contratar.

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