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Cerâmica Clube completa 70 anos e visa expansão

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Fundado em 1948 para preencher uma lacuna existente com a paralisação das atividades do Clube Atlético Guaçuano, o Cerâmica Clube chega aos 70 anos visando expansão. Recentemente, foram adquiridos 4,8 mil m² de terreno. O crescimento é gerenciado por plano diretor idealizado pela atual gestão e elaborado por profissionais da área de engenharia e arquitetura, sendo o associado o principal avalista das propostas.

Segundo o presidente do Cerâmica Clube, Dib Antonio Filho, alterações no projeto foram feitas a partir da observação de associados. Afinal, o perfil do clube mudou ao longo dos anos, deixando de ofertar apenas uma área de lazer com piscinas e clube social para contar com 33 modalidades físicas que atraem diariamente cerca de 800 associados ao Cerâmica Clube.

Para que toda esta engrenagem funcione há 64 funcionários, sendo a maioria deles na área esportiva.

 

ESTRUTURAS ANTIGAS

Modernização prevista em plano diretor

O principal desafio da atual gestão é modernizar as instalações do Cerâmica Clube visto que há construções que ainda datam da época da construção, como o bar das piscinas construído para vestiário antes mesmo de existir o salão social. Daí, a importância do plano diretor, conforme pontua o presidente Dib Antônio Filho. Afinal, com base neste projeto a diretoria norteia as ações de expansão, apresentando as ideais aos associados e ouvindo sugestões.

Dib
Dib

A modernização do pátio das piscinas é uma das propostas do plano diretor. “Construímos a piscina infantil e estamos construindo o novo espaço para a academia, onde era o terraço. Com isto, o restaurante e bar das piscinas serão feitos na área da academia, de frente para as piscinas”, detalha Dib pontuando que a entrega da academia é prevista para o mês de agosto. Com isto, inicia-se a obra do restaurante e bar das piscinas, com espaço climatizado.

Mais do que adaptar espaços, Dib pontua que a proposta é criar ambientes adequados e de forma que harmonizem com o que está sendo feito no clube. É o caso da sauna, por exemplo, cujo telhado atual dará espaço a um solário de onde se verá toda a área de quadras e playground, estando inteirado às piscinas. “No lugar do antigo bar, o plano diretor prevê a construção de mais uma piscina aquecida, o que atende a sugestão de associados. A natação é uma das modalidades que mais tem fila de espera, especialmente aos sábados”, justifica.

Ao lado do antigo bar, deve ser feita uma sala de jogos, também fechada e climatizada. É previsto ainda uma nova cobertura para as piscinas aquecidas, a partir de estrutura com laje, o que permitirá a construção de salas para acomodar algumas das atividades.  

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ESTACIONAMENTO

Com o passar dos anos, o Cerâmica Clube deparou-se com a necessidade de contar com uma área de estacionamento. Isto porque, com o loteamento Itaguaçu, perdeu-se parte da área da antiga Cerâmica Martini alugada pelo clube para vagas de estacionamento.

Para sanar esta questão e voltar a possibilitar área de estacionamento aos associados, o clube adquiriu terreno de 950 m². A compra foi fechada ano passado. E, este mês, Dib lembra que o Cerâmica Clube deu mais um passo rumo à expansão com a aquisição de área de 3.843 m². Localizada ao lado do clube, a área pertence à Multpart, empresa responsável pelo loteamento Itaguaçu. “As negociações começaram em janeiro, fizemos a proposta e a compra foi aprovada pelos associados”, acrescenta.

multi ceramica clubeJuntas, as duas áreas somam quase 4,8 mil m². Dib destaca a importância da aquisição haja vista que o clube está na área central às portas do novo centro, como é considerado o Itaguaçu, para onde se prevê um grande fluxo de veículos. “Com o passar do tempo, pode ser que haja a necessidade de outras alterações. E, com a nova área, é possível planejar”, justifica.

NOVOS TEMPOS

Mudanças vão além das estruturas

As mudanças físicas não são as únicas que precisam ser previstas no gerenciamento do clube. É preciso pensar nos atrativos, no quê fazer para o associado, desde as crianças aos idosos. Afinal, vai longe o tempo dos bailes de debutantes memoráveis no salão social. Atualmente, a denominação baile nem é mais utilizada, mas sim a de “festa…” ou “noite…”, e não é por acaso. Busca-se agradar e agregar os adolescentes e jovens.

Por sua vez, são estabelecidas parcerias para viabilizar alguns eventos, como os shows. Para Dib, é importante que as pessoas vejam o Cerâmica Clube como opção de esporte e lazer, mudando a visão de alguns que entendem como supérfluo. “É um investimento em espaço para estar com os amigos, a família e para que as crianças, adolescentes e jovens frequentem com segurança”, pontua.

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Segundo Dib, este objetivo tem sido atingido, pois muitos filhos têm participado com os pais dos eventos. “O clube não era mais referência para os adolescentes”, recorda. Ele aponta a grande frequência às atividades físicas nas quais há sempre a busca por oferecer turmas novas para atender a demanda. O Cerâmica Clube conta com 7 mil associados.

HISTÓRIA

Clube foi criado pela Cerâmica Martini

A assembleia para fundação do Cerâmica Clube aconteceu na sala de reunião da Cerâmica Martini, sendo presidida por Aldenofre Françoso, secretariado por João Batista Silva. Era 2 de janeiro de 1948.

De acordo com a ata, o intuito era ter uma sociedade cultural, recreativa e esportiva para preencher a lacuna existente com a paralisação das atividades do Clube Atlético Guaçuano.

multi ceramica clubeNo livro “Mogi Guaçu – Três Séculos de História”, de Ricardo Artigiani, consta que o clube não tem finalidade política, econômica ou religiosa. “O prédio do Cerâmica Clube foi construído na Rua Luiz Martini, 200. Posteriormente foram construídas duas piscinas, quadra de basquete e de futebol de salão. Em sua sede, quando das instalações da Comarca, foi realizada a primeira sessão do Juri e apuração das eleições”, traz o livro à página 241.

Cabe pontuar que o Cerâmica Clube foi palco das apurações das eleições enquanto os votos eram em cédulas de papel e, portanto, contados manualmente. As listagens das votações eram afixadas em murais nas paredes, sendo o salão social tomado por mesas e cadeiras ocupadas por aqueles que trabalhavam na apuração dos votos.  

À época, Mogi Guaçu tinha como prefeito Orlando Chiarelli, eleito em 1947 com 619 votos, sendo empossado em 1º de janeiro de 1948, mês e ano de fundação do Cerâmica Clube.

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POLÍTICA

O historiador Augusto César Bueno Legaspe destaca que a criação do Cerâmica Clube se deu a partir de rivalidade política. Nos anos 40, Mogi Guaçu tinha duas facções políticas: os Adhemaristas (simpatizantes de Adhemar de Barros) e os Udenistas, ou seja, da UDN (União Democrática Nacional) e, por sua vez, simpatizantes de Jânio Quadros.

“Os Adhemaristas tinham o Clube Recreativo e os Udenistas não tinham clube, sendo a maioria deles ligada à Cerâmica Martini. Como era uma empresa grandiosa, a maior fabricante de manilhas da América do Sul, na década de 40, optaram por criar o clube em parte da área existente ao lado da cerâmica”, detalha Legaspe.

multi ceramica clubeA Cerâmica Martini era quem administrava o clube. Nos anos 70, com a crise enfrentada pela empresa, surgiu a ideia de vender o Cerâmica Clube, sendo contratada empresa para realizar a venda dos títulos. Assim, a Martini recebia os valores. A partir daí, o Cerâmica Clube passa a ter vida própria, ou seja, independente da administração da Martini

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