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Censo Agro: Produtores ainda recusam responder questionário

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Cerca de 97% das propriedades rurais de Mogi Guaçu e Estiva Gerbi já foram recenseadas. Um setor de cada município, tendo em média 3 a 4 propriedades, ainda é considerado aberto para o fim da pesquisa do Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola 2017, realizado desde o final do ano passado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

As pendências são referentes a propriedades em que o produtor não foi localizado ou se recusou a contribuir com informações. A pesquisa em Mogi Mirim, Itapira e Santo Antônio da Posse também está nessa mesma situação. Em alguns casos, a pesquisa foi concluída com a colaboração de funcionários da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) e das secretarias municipais de Agricultura dos municípios. Estes conhecem bem as propriedades e seus donos e forneceram contatos, o que facilitou a pesquisa. Algumas sedes ficam vazias e os fazendeiros ou sitiantes vizinhos desconhecem o proprietário ou o telefone que possuem de contato sequer está ativo.

O contrato com os recenseadores termina nesse mês daí a preocupação em concluir a pesquisa. Ficarão nos postos de coleta até março apenas os supervisores, os chamados Agentes Censitários.

O coordenador do Posto do IBGE, de Mogi Mirim, Samuel Alvarenga, participou de um treinamento nessa semana para definir as etapas finais do Censo. Segundo ele, o Estado de São Paulo e o Distrito Federal são os mais adiantados. A etapa agora é de verificação e confrontação de área e dados de pesquisa, com ferramentas de informatização do próprio IBGE.

Samuel
Samuel

Os supervisores também farão o fechamento com as coletas descentralizadas de outros estados e municípios. Nesses casos, os recenseadores dessas localidades descobrem que o proprietário reside por aqui e, por isso, a pesquisa tende a ser feita na nossa região.

 

Insegurança e revolta

O Agente Censitário Municipal, Fábio Rafael Henrique, observou três fatores que levaram os produtores rurais da região a se recusarem a responder a pesquisa.

Medo de roubo. O aumento de roubo em propriedades rurais deixou muitos produtores receosos com a chegada do recenseador. Foi preciso mostrar os equipamentos de trabalho e passar os telefones de contato dos Postos de Coleta para confirmar a identificação do recenseador, para daí, concluir a pesquisa.

Informações cruzadas. Muitos proprietários tinham receio de que as informações fornecidas pudessem ser cruzadas com os dados da Declaração do Imposto de Renda ou da Secretaria Estadual da Fazenda. Henrique garante que as informações são sigilosas e que o IBGE não retransmite aos outros órgãos governamentais.

Descrédito na política. Muitos produtores se sentem abandonados pelos governos e acreditam que parar o trabalho para responder a pesquisa é perda de tempo. “Muitos estão desacreditados e generalizam ao dizerem que não recebem incentivos e o que ganharia em dar informações da sua propriedade, mas argumentamos que isso vai ajudar a traçar políticas públicas de auxílio ao produtor rural”.

A pesquisa quer saber quantos estabelecimentos agropecuários existem em cada município, o que é produzido, quantos são os trabalhadores rurais e quantas propriedades são de agricultura familiar. Informações podem ser obtidas pelo 0800-21-81-81.

 

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