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CCZ reforça vacinação após casos de raiva

Morte de dois bovinos acendeu sinal de alerta e CCZ pede cooperação dos criadores de gado da cidade

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Casos de raiva foram confirmados em dois bovinos, ambos de uma mesma propriedade, na região da Roseira, bairro da Zona Rural. A situação acendeu o alerta do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) que está reforçando a vacinação em cães e gatos, animais também expostos à doença. No caso dos bovinos, a vacinação deixou de ser exigência das autoridades sanitárias, mas a coordenadora do CCZ, Silvana Munhoz Bueno, reforça a importância da imunização e destaca que a vacina não é cara e, portanto, a relação custo-benefício é irrefutável.

De acordo com informações da assessoria de imprensa da Prefeitura, as equipes do CCZ vacinaram 216 cães e 58 gatos no último sábado (7). A ação visa bloquear a incidência de casos de raiva na da Roseira depois que o Instituto Pasteur confirmou a morte de duas vacas pela doença e que teriam sido infectadas por uma espécie de morcego hematófago. “A operação, que se repetirá neste sábado (14), foi deflagrada depois que o Instituto Pasteur confirmou a morte de duas vacas pela doença e que teriam sido infectadas por uma espécie de morcego hematófago”, traz a nota. Com a medida será coberta área maior, até a região de Nova Olinda, próximo da divisa com Espírito Santo do Pinhal e Itapira, que também registram casos positivos.

Segundo a coordenadora do CCZ, é preciso que haja maior conscientização dos criadores de gado, seja quanto a importância da vacinação do rebanho, independentemente do número de cabeças, assim como de comunicar as autoridades sobre a ocorrência de óbitos de animais. “O fato de haver casos positivos em Itapira já nos colocou em alerta e, agora, estamos reforçando este trabalho de vacinação”, pontua Silvana lembrando que a raiva é transmitida aos bovinos pelos morcegos hematófagos. Ela atenta que o custo-benefício de ter o gado vacinado é imenso.

 

PANFLETOS

Além da vacinação, o CCZ está repetindo a distribuição de panfletos com orientações à população, caso constatem a morte de animais. A raiva é transmitida pelo morcego hematófago que morde os herbívoros como vaca, porcos ou cavalos. Os morcegos não gostam de claridade e aproveitam a noite quando o gado está mais vulnerável. Na área urbana, o risco é o morcego contaminado morder cães e gatos que, por sua vez, podem transmitir a doença ao homem. O município não tem casos positivos de raiva em cães e gatos há muitos anos e o caso mais recente da doença em bovinos havia sido registrado há mais de dois anos.

 

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