Home»Destaque na Home»Castração é suspensa por falta de medicamento

Castração é suspensa por falta de medicamento

As cirurgias são feitas no Zoonoses por meio de convênio entre a Prefeitura e a Kapa

0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

No início da semana, o vereador Luiz Carlos Nogueira, o Carlos Kapa (PSD), apresentou requerimento cobrando explicações da Prefeitura sobre a falta de medicamento para os procedimentos de castração. Segundo ele, a falta do produto tem atrasado a realização das cirurgias. “Já cansei de ir no quarto andar e pedir providências. Uma hora falam que a responsável não fez o pedido e outra hora não falam nada. É um descaso, pois as cirurgias não estão sendo realizadas, conforme prevê o convênio”, comentou o vereador.

Por meio de um termo de parceria, o Centro de Controle de Zoonoses iniciou em novembro a campanha de castração de cães e gatos. A Prefeitura fez um chamamento público e a Kapa – Kamael Associação Protetora de Animais- venceu o processo licitatório. O convênio prevê a esterilização de 826 animais por um período de um ano. Porém, Carlos Kapa disse que esse número será prejudicado, pois as cirugias previstas por dia não estão sendo realizadas, o que pode comprometer o trabalho da veterinária responsável que terá que repor o que não está sendo feito.

Carlos Kapa
Carlos Kapa

Carlos Kapa classifica a situação como um descaso do Poder Público com a causa animal. De acordo com ele, o valor do medicamento é irrisório se comparado com outros que precisam ser adquiridos pela Secretaria de Saúde. “Nem vou dizer o valor do medicamento porque é vergonhoso para a Prefeitura”, disse. A Gazeta apurou que o remédio em falta custa cerca de R$ 20 a unidade.

As cirurgias da castração ocorrem na sede do Zoonozes. A prioridade é castrar animais abandonados, atender protetores de animais informais, pessoas de baixa renda e inseridas em programas sociais, além de associações e ONGS protetoras de animais e, por último, proprietários de animais em geral. O vereador comentou que os proprietários dos animais não são avisados sobre o cancelamento das cirurgias. “Os animais chegam lá de jejum e as pessoas que levam até o Zoonoses são na maioria carentes. Então, falta um amor mesmo, inclusive na profissão de cada um”.

A assessoria de imprensa da Prefeitura confirmou que os procedimentos para a castração deixaram de ser feitos há duas semanas. Disse que o motivo para a falta do medicamento é que acabou e, por isso, está sendo comprado mais. Que o processo para aquisição do produto encontra-se na fase de cotação de preços e não há como se falar em valor unitário, já que será comprado em quantidade.

Também foi questionado sobre quantos procedimentos já foram feitos e a resposta foi de que o número de procedimentos consta de relatórios mensais que são enviados, inclusive, ao autor da lei. E que a coordenadora estava fora do Zoonoses na quarta-feira (22) e não tinha os dados atuais em mãos. A assessoria afirmou também que todos os interessados que tinham agendamento foram avisados com antecedência, por telefone.

Post anterior

Em posto: Cetesb aponta contaminação de solo

Próximo post

Guaçuano é vice-campeão de Jiu-Jitsu em Barueri