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Caso Zelador: Decisão do MP deixa pais apreensivos

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Diante da possibilidade de absolvição do ex-zelador Anastácio Mendes de Moraes, a Gazeta conversou com duas das mães envolvidas no caso. Elas, que preferem não ser identificadas, disseram estar devastadas com a decisão do juiz em liberar o acusado da prisão e, principalmente com a manifestação do Ministério Público em pedir a absolvição dele. “Jamais criaria uma história tão absurda. Só gostaria de poder dormir em paz e ter tranquilidade”, relatou uma das mães.

Para ela, o fato de o processo não ter conseguido provar o ato não quer dizer que o acusado é inocente. “Esta é a Justiça cega dos homens. As crianças passaram, sim, pelo psicólogo, mas já se passaram três anos e fizeram perguntas aleatórias sem entrar diretamente no assunto. Tudo isso não prova que ele não fez”, comenta ela ao se referir à consulta realizada em maio pelo IMESC (Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo).

Outra mãe disse que ficou sabendo da liberação do acusado pela Gazeta e disse que estava arrasada. “Então, agora somos insanas? Nós não inventamos essa história horrenda. Estou sem palavras, pois só eu sei o que passei ao saber de tudo o que aconteceu”, relatou.

Um dos advogados dos pais envolvidos no processo informou que eles vão continuar trabalhando para embasar a denúncia, principalmente em cima do relatório da sindicância realizada pela Prefeitura que afirma que “não há dúvida do ato do senhor Anastácio”.

Segundo ele, a fundamentação de que não existem provas não confirma que os fatos não ocorreram. “A ausência de prova foi baseada no laudo psicológico feito nas vítimas, porém a literatura sobre psicologia diz que numa sessão apenas (como foi a perícia) é impossível tirar conclusões sobre qualquer fato, sendo necessário, pelo menos cinco sessões”, comentou o advogado.

Ele comentou que existem ainda vários depoimentos confirmando os atos libidinosos e, por isso, o advogado das vítimas irá pedir para que o juíz determine nova perícia, com profissionais do fórum de Mogi Guaçu em mais sessões, para que a verdade seja extraída delas. “Ficou evidente que o fato ocorreu. As provas não foram suficientes para o promotor pedir a condenação. Após nova perícia, novas considerações serão feitas no processo”, concluiu.

 

Sindicância

Após o caso vir a público, o zelador foi demitido da Prefeitura de Mogi Guaçu no dia 5 de fevereiro de 2016 após uma sindicância que apurou os fatos. Segundo apurado pela reportagem, as mães descobriram o que vinha ocorrendo na escola no dia 13 de março de 2015. Mas o caso veio à tona em abril daquele ano, quando uma das mães procurou a delegacia para registrar o Boletim de Ocorrência. O advogado de defesa do ex-funcionário público disse também que já entrou com processo contra a Prefeitura.

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