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Caso zelador completa seis meses sem solução

Pais das crianças abusadas sexualmente em escola se desesperam com mudança da família do acusado

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A movimentação de pessoas e um caminhão de mudança na frente da casa do zelador Anastácio Mendes de Moraes, 56 anos, na manhã deste domingo (6), gerou tumulto na rua e a Guarda Civil Municipal precisou intervir para que pais, vizinhos e familiares de Anastácio não se agredissem fisicamente.

A suspeita era de que o zelador, que é considerado foragido pela Justiça, estivesse dentro da residência preparando a mudança. Os guardas civis Ralph e Ferreira vistoriaram o imóvel e ele não foi encontrado. Na casa estavam apenas os familiares fazendo a mudança, na tentativa de deixarem para trás uma história considerada horrorosa. Foi necessário apoio de outras viaturas para que os familiares de Anastácio deixassem o imóvel.

Anastácio está foragido
Anastácio está foragido

Todos foram conduzidos à delegacia. Os pais das crianças seguiram as viaturas. Um Boletim de Ocorrência relatando a briga foi registrado pela Guarda Civil. Isso porque, os pais disseram que estavam sendo ameaçados pelos familiares do zelador e vice-versa. “Que a família dele veja que não estamos quietos”. “Passe o tempo que passar, vamos continuar acompanhando”, justificavam os pais.

Em julho, a delegada Juliana Belinatti Menardo informou que apurou denúncias sobre o paradeiro de Anastácio e que, inclusive, ele estava recebendo proteção de familiares em Mogi Guaçu e em São Paulo. Na ocasião, após os laudos, a delegada disse não restar dúvidas dos indícios de autoria e materialidade dos estupros devido às evidências.

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Histórico
Seis meses de espera e, até agora, nada. Frustrados. Desesperados. É assim que se sentem os pais de quatro crianças abusadas sexualmente no início do ano letivo dentro da EMEI (Escola Municipal de Ensino Infantil) “Ivone Soares”, no Jardim Bandeirantes.

Eles procuram retomar a vida, mas os temores dos filhos, que persistem apesar da terapia, além da raiva acumulada, os lembram do pesadelo que é ter um filho abusado. O pior é saber quem é o agressor e que ele continua solto.

O auxiliar de serviços Anastácio, que trabalhava como zelador na pré-escola, está foragido desde abril. Ele residia com a família em uma casa próxima da escola, no Jardim Itamaraty.

Ele teria induzido crianças de quatro anos – meninos e meninas – a fazerem sexo oral nele. Os pais desconfiaram quando as crianças passaram a não querer mais ir à escola. Anastácio teria ameaçado as crianças de serem colocadas dentro de um saco plástico e depositadas na lixeira, caso contassem o fato para alguém. O abuso sexual teria acontecido em um quartinho de ferramentas e também na sala de vídeo e leitura.

A informação da Delegacia de Defesa da Mulher, onde o inquérito investigatório seguiu durante todos esses meses, é que o processo foi concluído e encaminhado ao Fórum. Os advogados das famílias, no entanto, alegam que ainda não tiveram acesso às informações porque o processo não chegou ao Fórum. Na Prefeitura, ninguém se pronuncia acerca do fim ou da prorrogação da sindicância que teria como objetivo apurar o que aconteceu dentro da Emei. O prazo para a investigação já terminou e não se sabe se o acusado será expulso da Prefeitura ou considerado inocente. Na Câmara Municipal também não há nenhuma novidade sobre a Comissão Especial de Inquérito da Pedofilia que acompanha o caso. A falta de informações diante de tantas investigações tem deixado os pais com os nervos à flor da pele e isso quase resultou em agressão na manhã deste domingo.

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