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Câmara rejeita requerimento sobre loteamentos em Mogi Guaçu

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O vereador Guilherme de Sousa Campos, o Guilherme da Farmácia (PSD), esbravejou na tribuna da Câmara Municipal, na sessão desta segunda-feira (25), depois de ter mais um de seus requerimentos rejeitados pelo plenário. O requerimento pedia informações ao prefeito Walter Caveanha (PTB) sobre o número de loteamentos aprovados pela atual Administração. Porém, durante a votação no plenário o requerimento foi reprovado. “Não admito a interferência do Executivo nesta Casa. Que trabalho vai dar para o Executivo responder um requerimento feito pelo vereador? Eu quero esta informação, porque tenho direito enquanto vereador de fazer requerimento. É meu instrumento de trabalho”, esbravejou Guilherme.

Ele ainda disse que muitos loteamentos estão apresentando problemas no fornecimento de água e este é um dos motivos que fez com que ele questionasse a Prefeitura. “Água é vida e muitos loteamentos não têm água. Os moradores reclamam, sofre com essa escassez de água. Esses construtores não dão nenhuma contrapartida para Mogi Guaçu. Só ficam com o lucro de seus empreendimentos. Quero saber como é feito o planejamento pela Prefeitura para aprovar um loteamento na cidade. Quais critérios são usados?”, questionou o vereador.

sessao camara fabioPara Guilherme, a reprovação de seu requerimento somente aconteceu por interferência do Poder Executivo. “Cadê a liberdade desta Câmara? O requerimento é a ‘arma’ do vereador pra fiscalizar o trabalho do prefeito e de seus secretários, mas a própria Câmara impede que os requerimentos sejam aprovados”, esbravejou novamente, na tribuna.

O vereador Fábio Luduvirge Fileti, o Fabinho (PSDB), fez coro com Guilherme e também repudiou a atitude de reprovação do requerimento pelo plenário. “O requerimento é um direito do vereador. Ele tem esse direito de fazê-lo. Quero acreditar que essa decisão do plenário de rejeitar o requerimento não tenha interferência do Executivo”, disse Fabinho.

 

O líder do prefeito Walter Caveanha, o vereador Jéferson Luís (PROS), defendeu o Poder Executivo alegando que o resultado da votação do requerimento é a demonstração do exercício da democracia. “Diante da rejeição do requerimento é natural que o vereador Guilherme reaja dessa maneira, com indignação. Mas a idoneidade ampla de cada vereador tem de ser respeitada e aceita”, concluiu Jéferson.

sessao camara jeferson

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