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Cadáver é agredido durante velório

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Uma ocorrência inusitada chamou a atenção das autoridades locais, neste domingo (6). Durante a madrugada, o corpo de um homem que estava sendo velado no Cemitério Santo Antônio foi agredido por um desconhecido. O corpo no caixão estava sozinho na sala de velório.

O servente Ricardo Miranda Custódio, 39 anos, morreu na manhã deste sábado (5), em decorrência de um espancamento. Ele foi encontrado caído inconsciente em uma Rua do Jardim Guaçuano, no dia 24 de agosto. Na ocasião, Custódio estava amarrado e com lesões pelo corpo. Desde o dia da agressão, ele permanecia internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa.

Os policiais militares foram ao local e testemunhas que estavam em uma sala ao lado, velando outra pessoa, disseram que um rapaz perturbava a cerimônia funerária. O rapaz foi identificado como Celinho. O agressor usou o pedestal de um castiçal de velas para agredi-lo no rosto e na cabeça.

Na Zona Norte, Celinho seria conhecido do meio policial. O patrulhamento foi feito, mas ele não foi localizado. Quando os policiais voltaram ao velório, Celinho apareceu novamente e foi levado à delegacia. Lá ele negou a agressão ao cadáver e disse que teria ido ao velório apenas para beber café. Um inquérito foi aberto para investigar o caso.

Após a agressão, o corpo de Ricardo Custódio foi levado novamente pela funerária para passar por exames no IML (Instituto Médico Legal). Ele foi sepultado por volta das 11h30 deste domingo (6).

Em anos de carreira, nem policiais, funcionários do IML, agentes funerários e quem estava presente nas salas do velório tinham visto algo semelhante. Ninguém conseguia imaginar o que o falecido poderia ter feito para despertar tamanha fúria.

A ocorrência foi registrada como desrespeito ao sentimento religioso e ao morto e vilipêndio a cadáver. Vilipêndio é o ato de desprezar e humilhar uma pessoa e é considerado crime previsto no Código Penal Brasileiro com punição de um a três anos de prisão, além de pagamento de multa.

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GAZETA, 08 de setembro de 2015

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