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Bolsonaro surpreende: Colombiano será o ministro da Educação

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Bolsonaro surpreendeu ao escolher um colombiano para ser o ministro da Educação. A surpreendente escolha está causando polêmica e muitas críticas de educadores. O Estadão assim noticiou essa polêmica escolha: “O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou ontem [22/11] que o colombiano (sic) Ricardo Velez Rodriguez será o ministro da Educação de seu governo. Filósofo e professor emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, Rodriguez tem apoio da bancada evangélica (sic), que na véspera vetou o nome do educador Mozart Neves, diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna”. A surpresa não foi o apoio da bancada evangélica, normal. É o escolhido ser colombiano. Será que não tinha nenhum brasileiro para o cargo? O que os educadores guaçuanos pensam sobre a escolha de um colombiano (sic) para ministro da Educação?

Eliane Cantanhêde, no texto “Escola sem religião”, escreveu: “Há quem seja rechaçado pelos seus defeitos e há quem seja pelas suas virtudes. É neste segundo caso que se encaixa o doutor Mozart Neves, educador, engenheiro químico, ex-reitor da UFPE, ex-secretário de Educação de Pernambuco e diretor do Instituto Ayrton Senna, uma das referências em Educação no Brasil. (…) Qual o “defeito” de Mozart a impedi-lo de assumir a Educação do governo Jair Bolsonaro? Ele é respeitadíssimo na área, tem focado na alfabetização, na valorização do professor, na igualdade de condições para os brasileiros das diferentes regiões, rendas, etnias. Não tem partido, não é militante de esquerda nem de direita. O negócio dele é educação, educação, educação, como gosta de martelar o senador Cristovam Buarque. (…) Então, o que há de errado? Resposta: a bancada evangélica (sic) acha que ele é bom demais. Tão bom que não quer “politicar” ainda mais na educação com o “escola sem partido” como certamente discorda também  da escola pública com religião. Nem partido nem religião nas escolas brasileiras. E Bolsonaro foi obrigado (sic) a optar entre a simbologia do Instituto Ayrton Senna e o desejo de poder da Bancada Evangélica”.

A educadora Claudia Costin, que foi diretora de educação do Banco Mundial e ministra durante o governo Fernando Henrique Cardoso, declarou ao Estadão: “Não quero desqualificar ninguém, mas não se pode atribuir os problemas da educação a uma pretensa doutrinação”. Ela disse lamentar o recuo de Bolsonaro com relação a Mozart. “Não somos uma teocracia, um nome não pode ser vetado por uma bancada religiosa (sic)”. Ela declarou ainda: “É errado usar doutrina ideológica como guia da política pública. Isso é mais perverso ainda na educação porque pode estragar gerações”.

No Twitter, Bolsonaro anunciou a escolha: “Gostaria de comunicar a todos a indicação de Ricardo Velez Rodriguez, filósofo autor de mais de 30 obras, atualmente professor emérito da Escola de Comando e Estado Maior do Exército, para o cargo de ministro da Educação”. O presidente eleito omitiu que o escolhido é colombiano e que a escolha era também da bancada evangélica!

 

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu

 

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