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Autor de homicídio se apresenta à Polícia Civil

O homicídio foi registrado no último dia 9, na região da Capela

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Uma semana após matar com um tiro no rosto o metalúrgico João Batista Sabino, 46, o autor do crime, o aposentado Moacir Aparecido Mendonça, 50, se apresentou à Polícia Civil. Na tarde da última terça-feira (10), ele esteve na Central de Polícia Judiciária (CPJ) acompanhado de seu advogado para dar sua versão dos fatos ao delegado Alessandro Serrano Morcilo.

O delegado explicou que um inquérito policial foi instaurado para apurar um possível crime de homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima. Morcilo ainda esclareceu que, assim que o inquérito foi instaurado e os primeiros depoimentos colhidos, a Polícia Civil representou ao Poder Judiciário a decretação da prisão temporária de Mendonça. “A finalidade da prisão temporária seria possibilitar a captura do investigado que se encontrava em local incerto”, comentou.

João Sabino foi assassinado

Segundo o delegado, o pedido também possibilitaria que testemunhas fossem ouvidas sem qualquer influência por parte do investigado. “Porém, o Poder Judiciário indeferiu o pedido de prisão por entender que provas poderiam ser produzidas no inquérito policial sem que ele fosse preso temporariamente”. Com isso, o delegado ressaltou que Moacir se apresentou na terça-feira junto com seu advogado. “Ele confessou ser o autor do crime, alegando ter agido em legítima defesa como forma de resguardar a sua própria integridade física”.

O responsável pelo inquérito policial informou que o autor confesso do crime apresentou alguns documentos na delegacia como forma de provar suas alegações. Morcilo também pontuou que ainda há testemunhas a serem ouvidas, bem como a necessidade de elaboração dos laudos periciais por parte do IC (Instituto de Criminalística) e do IML (Instituto Médico Legal). Ainda de acordo com o delegado, no curso do inquérito será feita a reconstrução do fato criminoso para que seja possível verificar com exatidão o dispositivo de lei violado por Moacir. “Para que seja feito o seu indiciamento e respectiva conclusão do inquérito policial”, finalizou.

Revoltados

O irmão do metalúrgico morto no último dia 9, na região da Capela, Carlos Roberto Sabino, 53, disse que a família está revoltada com o fato do assassino de João Batista Sabino ter sido liberado após confessar o crime e alegar legítima defesa. “O que ele alega como legítima defesa? Meu irmão não estava armado”, indagou. Carlos Roberto disse que na próxima segunda-feira (16) vai ter acesso ao Boletim de Ocorrência que consta a versão dada por Moacir. “Eu quero saber tudo o que ele disse e ver o que pode ser feito”.

O irmão da vítima disse que não vai descansar enquanto não ver o assassino preso. “Eu vou até o fim, até as últimas consequências, ele tirou a vida de um pai, tem uma filha sofrendo, uma mãe sofrendo, ele destruiu nossa família”. Ele também ressaltou não aceitar a legítima defesa. “Meu irmão estava sendo ameaçado por ele. Uma pessoa já chegou a ir à casa da minha mãe dar o recado”, reforçou.

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