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Fisiologia do Exercício: aumentar a performance e evitar lesões

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Escovar os dentes, trocar a marcha do veículo, são ações simples que podemos fazer de olhos fechados. Isso porque, os movimentos já foram automatizados no cérebro. Mas como treinar o cérebro e o corpo para que eles rendam mais na academia, no esporte (mesmo que de final de semana) ou nos campeonatos amadores?

A orientação vem da fisioterapeuta Andréa Andrade Ceregatti. É preciso criar uma memória motora. Criar um padrão de movimento que vai ajudar a melhorar o a perfomance física.

Acostumada a atender atletas, Andréa diz que o primeiro passo é avaliar a postura, a condição osteomuscular e prepará-la para exercícios. Inclusive é preciso analisar até a postura na hora do sono. “Permanecemos dormindo de 6 a 8 horas por dia e algumas dores, como por exemplo nos ombros e pescoço, podem vir da má postura na hora de dormir”, pontua a fisioterapeuta.

O ideal é os pais acostumarem as crianças a dormir de lado. Nessa posição, os discos entre as vértebras conseguem se regenerar para nos sustentar em pé durante todo o dia seguinte. Dessa forma, chegaríamos à idade adulta sem muitas dores. “A lombar é a principal causa de afastamento do trabalho”, ressalta Andréa.

Muitos pacientes chegam  ao consultório com dor crônica, porém, Andréa lembra que a dor é uma somatória de fatos e, por isso, é preciso não somente tratá-la, mas também investigar sua origem. Como é a ergonomia do dia a dia? Como eu durmo, dirijo e faço as tarefas domésticas? Todos esses fatores entram na avaliação.

Enfim, depois de conhecer todo o corpo, a pessoa está preparada, por exemplo, para ir à academia. Inicia-se a fisioterapia esportiva, onde entra o estudo do esporte que o paciente pratica. “Não somos concorrentes do Educador Físico. Trabalhamos ajustando os movimentos que o paciente faz dentro do esporte. O objetivo é melhorar o rendimento e reduzir as chances de lesões na atividade física escolhida, através do treino sensório motor”, pontua Andréa.

Andréa integra Seleções Brasileiras de Boxe Chinês, Kung Fu e Shuai Jaio

A fisioterapeuta esportiva sempre está de malas prontas com todo o aparato necessário para atender aos atletas, principalmente em dias de competição.

Há três anos, Andréa também integra as Seleções Brasileiras de Sanda (Boxe Chinês), Shuai Jao e Kung Fu (tradicional e moderno). No início deste mês, acompanhou atletas do Sanda, em Montevideo, no Campeonato Sul-Americano.

No último fim de semana, Andréa esteve em Uberlândia/MG acompanhando a delegação do Estado do Espírito Santo pelo Campeonato Brasileiro Juvenil de Tênis. Em agosto, segue para Porto Rico com a Seleção de Kung Fu para disputarem o Pan-Americano e, em outubro, mais luta com atletas do Brasil no Mundial, que será realizado na Rússia.

andrea ceregatti

Para acompanhar atletas de tão diferentes modalidades, Andréa se matriculou e fez algumas aulas destas lutas. Ela conta que a intenção era entender bem quais movimentos são os mais marcantes em cada esporte e quais membros do corpo precisam ser melhores trabalhados. “Eu preciso entender o gesto motor do esporte para trabalhar os gestos mais importantes. Trabalho a musculatura para responder mais rápido. O cérebro fará novas sinapses melhorando a performance e diminuindo a dor”, afirma a fisioterapeuta.

Em dias de campeonato a assistência é outra. Os atendimentos são focados para diminuir a dor, reduzir a fadiga e recuperar os músculos. Um dos instrumentos usados estão o ‘agulhamento a seco’ e a aplicação de Kinésio Tape.

andrea ceregatti

Auxiliar o atleta na percepção do corpo é uma das metas

É preciso tirar do corpo o melhor. Acostumada a atender corredores e ciclistas (MTB e Speed), Andréa já viu muitos chegarem ao seu consultório com dores cervicais e lombares, cãibras e dores nas pernas. Nesses casos, o trabalho é mais específico porque o desgaste é maior no corpo do atleta.

Alguns atletas acabam descobrindo que o lado esquerdo ou direito é mais ‘forte’ ou encurtado e, com isso, as lesões acabam afetando um dos membros do lado que compensa o outro. Aliás, essa é uma das percepções do próprio corpo que tão logo o atleta tem, já começa a se movimentar melhor. Além dos equipamentos próprios para preparar o corpo do atleta, Andréa pontua o que está em alta no momento. São as ventosas e ferramentas de liberação miofascial que aliviam a dor e a tensão do dia a dia. O ‘agulhamento a seco’, por exemplo, é feito justamente no ponto de dor. Assim, o cérebro entende que precisa mandar mais substâncias para aliviá-la. Atletas de lutas como Jiu Jitsu, Muay Thai e Krav Magá também estão entre os pacientes atendidos atualmente pela profissional.

andrea ceregatti

 

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