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Atendimento do 190 da PM é alvo de reclamação

O atendimento do 190 da PM de Mogi Guaçu é feito em Campinas

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Quando uma pessoa é vítima ou presencia um crime, a primeira coisa que vem à cabeça é chamar por socorro o mais rápido possível ligando no 190 da Polícia Militar. No entanto, nem sempre o solicitante recebe a ajuda ágil que espera. A experiência de ligar no 190 e ter que ficar minutos na ligação em um momento de desespero foi vivida pelo aposentado Marco Antônio Sanzi, de 69 anos.

Ele relata que na noite do último dia 17 aconteceu um assalto na Rua Antônio da Cunha Bueno, no Jardim Hermínio Bueno. No episódio, um casal que chegava em casa foi abordado por quatro homens jovens, sendo que um deles estava armado com um revólver. Marido e mulher foram obrigados a entrar na residência com os ladrões e viveram momentos de tensão, recebendo ameaças de morte e até agressões. Após pegar uma quantia em dinheiro da bolsa da vítima, o grupo de assaltantes deixou o local a pé. “Eles fugiram tranquilamente pelas ruas do bairro. A vítima, uma professora, ficou em choque e saiu na rua gritando que estava sendo assaltada. Por fim, ela desmaiou no meio da via pública, em frente à minha residência”, relatou Sanzi.

O aposentado conta que em seguida ele e mais quatro vizinhos trataram de acionar a PM via 190. “Aí a coisa ficou feia, foram mais de dois minutos para ser atendido. Parecia um telemarketing e quando uma policial militar me atendeu lá se foi mais de um minuto com uma série de perguntas como cidade, nome, endereço, motivo da ligação, etc.”.

Desesperado, Sanzi ressalta que queria apenas falar a tempo que quatro ladrões estavam fugindo a pé de um assalto e que uma vítima estava caída. No entanto, ele pontua que de nada adiantou os protestos feitos por ele, já que a atendente seguiu com a série de perguntas e por fim falou que estaria acionando a Polícia Militar, finalizando a ligação.  “Depois de mais três ou quatro minutos, eu recebi uma ligação do Corpo de Bombeiros da cidade, perguntando o que estava acontecendo. Relatei tudo e foi dito que uma viatura de socorro estaria sendo enviada. Mais dois minutos e uma nova ligação do Corpo de Bombeiros dizendo que a viatura estava empenhada em outra ocorrência e o Samu seria acionado”.

O aposentando concluiu dizendo que uma viatura da Guarda Civil Municipal, que havia sido chamada por outro vizinho, foi a primeira a chegar ao endereço e a acionar o Samu novamente. Com isso, a vítima foi socorrida com problemas cardíacos resultantes do trauma. “O 190 é absolutamente inútil e inoperante. Se o assalto estiver em andamento ou a vítima correndo perigo de vida, até o atendimento ser feito dará tempo de levarem “uma mudança” e a vítima vir a óbito. Absurdo dos absurdos” lamentou Sanzi que informou que após 10 minutos uma viatura da PM apareceu no local.

policia militar mudanca cad

190

Ligações são atendidas em Campinas

O comandante da 1ª Companhia da PM de Mogi Guaçu, capitão Eduardo Jorge Marques, comentou a reclamação feita pelo aposentado. Marques explicou que desde 2016 as ligações feitas ao 190 caem no Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) de Campinas. “Foi feita uma padronização onde ficou estabelecido que o atendimento seria feito nesta central que tem atendentes treinados e especializados”.

Capitão Marques
Capitão Marques

Sobre a série de questionamentos feitos pelo atendente do 190, o capitão enfatizou que as perguntas são feitas por conta de tratar-se de outra cidade. “As informações são pedidas para serem passadas para a equipe que vai se deslocar ao endereço solicitado. É preciso perguntar tudo claramente porque o atendente não está na cidade do solicitante e precisa orientar uma equipe”.

O capitão disse compreender que no momento de uma solicitação a pessoa que busca por ajuda fica nervosa. “É um momento crítico onde a pessoa ou vítima precisa apesar de tudo manter a calma e responder as perguntas, sendo o mais direto possível ao passar endereço, descartando pontos de referência, e passando as características dos indivíduos”.

No entanto, o capitão Marques ainda informou que toda e qualquer reclamação com relação ao 190 pode ser formalizada na companhia ou no 26º Batalhão. “Quem se sentir lesado pode formalizar a reclamação e nós encaminhados para o Copom”.

A Gazeta solicitou à assessoria de imprensa da Polícia Militar de Campinas uma resposta acerca do caso ocorrido no último dia 17, no Jardim Hermínio Bueno, questionando qual o tempo de resposta que o atendente deve dar ao solicitante. Porém, os questionamentos feitos pela reportagem não foram respondidos.

 

 

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