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Ataque de abelhas: Zoonoses registra aumento nos chamados

A primeira-dama do município Maria Amélia de Oliveira Caveanha foi vítima de um ataque de abelhas e se recupera na UTI

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A primeira-dama Maria Amélia de Oliveira Caveanha continua internada na Santa Casa se recuperando do ataque de abelhas que sofreu na última segunda-feira (25). Maria Amélia é proprietária do Colégio Seletivo. Ela tinha acabado de chegar ao estacionamento quando foi surpreendida pelas abelhas. Oito pessoas ficaram feridas e foram atendidas na Santa Casa. Maria Amélia é a única que continua internada.

Essa é uma época de migração das abelhas devido ao aumento da temperatura. Elas procuram um novo local para construir colmeias e nesse período ficam mais ‘violentas’. A bióloga e coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Silvana Munhoz Bueno, conta que nesse mês já foram cerca de 50 chamados. Uma média de 3 a 5 chamados por dia.

Ela explicou que as ligações de pessoas que avistam a ‘nuvem’ de enxames de abelhas aumentaram nesse mês. Os chamados são previstos para essa época, mas, segundo Silvana, está acima do normal. “Pode ser uma das consequências das queimadas também, porque isso interfere na natureza porque elas são silvestres, ficam em árvores e com as queimadas você tira o espaço delas e elas acabam vindo para a cidade”.

Maria Amélia
Maria Amélia

Silvana explica que não há muito a ser feito quando o enxame é localizado, uma vez que durante o dia elas ficam alvoroçadas. “O remanejo deve ser feito só à noite. É só ligar que vamos fazer e quando o local é de difícil acesso pedimos ajuda dos bombeiros”.

A bióloga conta que em alguns casos relatados nesse mês o enxame estava no portão, perto do carro ou na janela. “Não tem o quê fazer. É esperar a ‘nuvem’ passar ou ver aonde vão se alojar e chamar a gente”.

Silvana explica que há o enxame ‘temporário’. Elas acabaram de chegar e estão procurando um lugar seguro, como perto de uma árvore com flores ou frutos. Logo vão embora. E há o acasalamento da rainha que se dá no ar, o chamado voo nupcial. É quando a rainha morre ou é feita a sucessão para formar uma nova colônia. “Nessa hora é perigoso mexer com elas”.

Silvana esclarece que elas não estão ali para picar, porque ao soltar o ferrão elas sabem que vão morrer. Ao verem um vulto, elas vão para cima para reconhecer, “mas nosso medo faz com que nos debatemos e ao matar as abelhas elas acionam as ‘guardiãs’. Ao morrer a abelha exala o ‘feromônio’ avisando do perigo à rainha, onde há o ataque das demais”.

Em casos de picadas, a orientação é procurar um hospital urgente porque nem sempre a pessoa sabe se é alérgica. Com a picada pode haver o inchaço da glote e asfixia.

A última ocorrência grave foi registrada em abril desse ano.  O ataque de abelhas que resultou na morte de um cão da raça Rottweiler em uma propriedade na região da Chácara Ouro Preto. Outras três pessoas também foram atacadas com gravidade.

 

Colégio Seletivo

O ataque à primeira-dama ocorreu na tarde de segunda-feira, quando ela chegava ao colégio. Nenhuma das crianças foi picada, porque o acidente ocorreu na área externa.

Boatos sobre a piora do estado de saúde de Maria Amélia foram espalhados nos dias seguintes ao episódio e amigos compartilharam pelas redes sociais uma nota de que ela estava bem. A Gazeta solicitou à Prefeitura informações sobre o estado de saúde da primeira-dama, que também é presidente do Fundo Social de Solidariedade, mas no final da tarde de ontem (29) a Secretaria de Comunicação avisou que a família decidiu não falar sobre o caso.

A Gazeta apurou que o estado de saúde de Maria Amélia é estável e ela se recupera do ataque na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

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