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Artigo: Walter com o Samae versus o povo guaçuano

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A definição do preço de um determinado produto ou serviço é uma atividade muito delicada, por isso, é considerada uma atividade estratégica nas grandes corporações e pode definir seu sucesso ou seu declínio ao longo da vida dos negócios. Por isso mesmo, algumas empresas propõe uma dinâmica de alteração semanal dos preços de seu negócio.

Até o fim do século passado, e séculos anteriores, destacava-se uma equação em que o preço era definido pela soma entre os custos para se produzir ou obter um produto/serviço nas condições de venda para o cliente (material, funcionários, impostos, consultorias e outros) e o empresário adicionava o lucro desejado. Essa equação era bastante confortável para o empresário que, muitas vezes, não tinha concorrentes e podia vender seu produto/serviço com o preço alto, pois o cliente ao desejar comprar algo da empresa precisaria pagar o preço estabelecido.

Desde o fim do século passado até os dias atuais, as grandes e fortes empresas utilizam outra equação para obter a estratégia do preço.Tais empresas definem seus lucros a partir de um preço, cujo mercado (cliente) está disposto a pagar pela prestação de um serviço ou venda de um produto, subtraindo todos os seus custos. Isso significa que as empresas buscam reduzir seus custos para poder atingir um lucro esperado, ou seja, é mais difícil estabelecer uma estratégia de preço, pois não é qualquer valor que o cliente está disposto a pagar.

O prefeito guaçuano parece ter parado no tempo e está propondo um aumento na taxa de água do município demonstrando nenhuma preocupação com os clientes do Samae: a população guaçuana. O governante justifica o aumento da taxa baseado no custo elevado da energia elétrica, após alguns reajustes nos últimos meses. O raciocínio simples levaria a aceitação da proposta do novo preço, entretanto, para aquele que foi eleito para promover o bem estar para a população de Mogi Guaçu, a postura é inaceitável, principalmente se considerar que a população já está desembolsando muito dinheiro com todas as outras demandas.

Mas como deveria ser feito, então?

Proponho utilizar a equação já citada e mais moderna, aquele que valoriza mais a opinião do cliente (neste caso, o povo guaçuano com várias contas para pagar), ou seja, o prefeito deve buscar meios para reduzir os custos do Samae, de modo que o preço se mantivesse o mesmo, ou reduzisse, melhor caso. Indo direto ao assunto, para a energia elétrica, vilã da referida autarquia, devemos buscar fontes alternativas, como geração baseada na fonte solar ou eólica (neste caso, ver caso de sucesso da Câmara de vereadores de São José-SC).

Em 2012, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) publicou uma resolução normativa n° 482 que estabelece condições gerais para o acesso a mini gerações e compensação de energia elétrica. Ou seja, partindo desta possibilidade, o prefeito de Mogi Guaçu poderia reduzir seus custos com a energia elétrica necessária para as atividades do Samae, utilizando-se de parceria com os Governos do Estado e Federal e, consequentemente, o repasse da redução da taxa ou manutenção da atual, sem onerar ainda mais o bolso do povo guaçuano.

 

Saulo De Rezende é cidadão guaçuano, engenheiro e pós-graduado em Gestão de Empresas

 

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