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Artigo: Uma solução para um antigo problema

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Andar pela nossa cidade está se tornando uma aventura nem sempre agradável. Tenho percebido que a situação da mobilidade urbana, ao contrário do que o prefeito diz, está ficando cada vez mais caótica. Muitos amigos reclamam do trânsito e ressaltam que a Administração Municipal inventa obras novas sem resolver os velhos problemas existentes há décadas.

Dentre os inúmeros problemas viários que se avolumaram nos últimos 50 anos, os quais o Poder Público tem obrigação de enfrentar, destaco a necessidade imediata da abertura da Avenida Washington Luiz, planejada desde o início da década de 70. Uma lei impõe aos proprietários o recuo obrigatório de suas construções para posterior alargamento desta importante via por onde circulam dezenas de milhares de pessoas de todas as regiões da cidade todos os dias.

Esta avenida é uma das ligações entre o centro comercial e a Zona Norte da cidade, em especial, a Vila São Carlos, Jardim Santo Antônio, Parque Cidade Nova e região dos Ypês, sendo um dos principais acessos ao anel viário que interliga a Avenida Suécia e a Avenida John F. Kennedy.

No trecho situado entre a Igreja Nossa Senhora do Rosário e a escola Maria Julia Bueno, a Avenida Washington Luiz está praticamente liberada para seu alargamento, visto que restam apenas o necessário recuo de quatro imóveis, hoje sub utilizados, gerando também um problema para seus proprietários que têm restrições para dar destinação e pleno uso.

A cidade sofre com os congestionamentos de veículos em horário de pico e os pedestres são obrigados a caminhar por calçadas inexistentes ou inadequadas, obrigando-os ao desconforto de se aventurarem perigosamente pela pista de rolamento ou desviando dos veículos que procuram estacionar nos recuos já estabelecidos.

Falta concretizar o recuo de alguns poucos imóveis e falta, principalmente, a vontade do prefeito em resolver mais este problema que se perpetua em nossa cidade. Até quando?

Tenho algumas sugestões a oferecer: acelerar a negociação com os proprietários dos imóveis envolvidos para obter a titularidade das áreas, fazer um projeto paisagístico valorizando as áreas remanescentes, inclusive com fiação subterrânea, e priorizar os recursos necessários como contrapartida para a execução das obras através de recursos oriundos dos Governos Federal e/ou Estadual.

Muitas vezes não são necessárias soluções mirabolantes. Basta um olhar mais aguçado e crítico. E, claro, a velha e sempre bem-vinda boa vontade.

 

Edson Domingues é professor na rede estadual

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