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Artigo: Temer decide aumentar imposto

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O governo e a mídia afirmam que a economia se recuperou. No entanto, Temer decidiu aumentar imposto. Ora se a situação estivesse realmente boa, não haveria necessidade de aumento de imposto! O Estadão deu em manchete de primeira página: “Temer decide elevar imposto para fechar contas do ano – PIS/Cofins sobre combustíveis sofrerá aumento; equipe econômica ainda discutia ontem [19/7] uma segunda possibilidade”. Na notícia, ainda na primeira página, o jornal diz: “Apesar da crise política e de sua baixa popularidade, o presidente Michel Temer decidiu aumentar imposto para fechar as contas de 2017”. Já a Folha, também em manchete de primeira página, noticiou: “Governo decide aumentar tributo sobre combustível – Objetivo da gestão Temer é cobrir perda de receita e conter rombo (sic) no Orçamento”. Ainda na primeira página a Folha noticia: “A opção pelo aumento foi tomado porque o presidente cedeu a parlamentar [bilhões de reais em verbas e cargos] em troca de apoio político (sic)”. Trocando em miúdo: Temer quer salvar a própria pele (cassação do mandato) e quem paga o pato é o contribuinte…

O aumento de imposto não terá o apoio esperado. A Coluna do Estadão faz essa revelação: “Aliados já resistem a aumento de impostos – A perspectiva de elevação de impostos pelo governo federal incomodou influentes integrantes da base de apoio do presidente Michel Temer. Para esses parlamentares, as medidas ampliarão o desgaste que o governo e seus aliados já enfrentam por causa da votação de reformas polêmicas, como a trabalhista e a previdenciária. Mesmo sabendo que os impostos ajudarão a recompor o fluxo de arrecadação do governo, os aliados temem que as medidas contaminem negativamente suas campanhas eleitorais no próximo ano e resistem ao aumento”. O senador José Serra (PSDB-SP), governista e contrário que o seu partido rompa com Temer, comentou: “Neste momento, aumentar impostos significa dar um tiro no pé. Vai desacelerar mais a economia e diminuir a arrecadação”.

Kennedy Alencar, em seu Blog, analisa essa medida: “Ao anunciar aumento de imposto para tentar cumprir uma meta fiscal deficitária de R$ 139 bilhões, a equipe econômica  recorre a um remendo. Passados 14 meses de governo Temer, não dá mais para culpar a administração Dilma Rousseff. (…) A gestão Dilma foi desastrosa na área econômica e deixou um legado ruim para Temer. Isso é fato. No entanto, em mais de um ano de governo, houve tempo para a atual equipe econômica [Meirelles] implementar a sua marca. (…) Num momento de grave recessão, o governo adota um remédio amargo e impopular para tentar aumentar a arrecadação. A responsabilidade foram a sua lentidão administrativa e lassidão fiscal seletiva – frouxa com a elite do funcionalismo [só com a elite: eu não tive aumento, Jasson] e os aliados [cargos e verbas], mas dura em relação às políticas sociais”.

Bernardo Mello Franco, em texto à Folha, pergunta: “O governo bateu o martelo: vai aumentar o imposto da gasolina. Será que agora o pato da Fiesp acorda?” A Fiesp acordou e  publicou matéria paga (uma página) contra o aumento da gasolina, afirmando: “Chega de pagar o Pato”.

 

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu

 

 

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