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Artigo: Se acreditar é a minha contribuição, diga…

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A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para Reforma da Previdência Social é dura, mas necessária. E ela vem exatamente para colocar as contas em dia, ou seja, fazer com que a Previdência tenha um volume maior de dinheiro recolhido e que ela pague um valor cada vez menor aos previdenciários, caso contrário, não seria necessário uma reforma.

A diferença é que pela primeira vez, os mais pobres não pagarão a conta sozinhos. Aos que ganham acima de cinco mil reais por mês, haverá uma aumento gradual no percentual que essa pessoa terá descontado na folha de pagamento e quem ganha menos do que isso terá um desconto menor do que o atual. Ninguém mais, inclusive os políticos, receberão acima do teto da previdência.

As superaposentadorias já concedidas, infelizmente, não poderão sofrer alterações, mas é um grande passo para que nossas futuras gerações não sofram injustamente com esse mal. E aos mais pobres, o que lhes caberá como ônus é a nova regra para cálculo da aposentadoria, tanto na idade mínima, quanto no tempo de contribuição. E como toda nova regra, existem limites, existem cortes, e para cada sortudo que por um fio conseguiu entrar na regra de transição, existe um azarado como eu, que por um fio ficou fora da regra de transição. Enquanto um ri, outro chora. E seria assim se esse corte estendesse por mais 10 ou 15 anos ou encurtasse pelo mesmo período. Ainda assim, vale lembrar que é uma proposta, que deve haver emendas sugeridas pelos deputados federais e senadores.

Lado a lado, com a reforma da Previdência, teremos também o pacote anti-crimes que também deverá passar pelo Congresso Nacional e nesse pacote, existe entre outras medidas, uma que visa facilitar a apropriação pelo Estado dos valores decorrentes de corrupção que estiverem fora do país, além de penas mais duras e duradouras em caso de agentes públicos envolvidos em corrupção.

Com as Privatizações previstas pelo atual governo e com isso a diminuição dos gastos públicos, inclusive com a Previdência, unidos à austeridade no combate aos crimes envolvendo agentes públicos e uma Política Econômica de viés liberal, viveremos tempos, com o aquecimento da economia, de grande aumento na geração de empregos e fortes investimentos em saúde, educação e segurança pública.

É o momento em que o bônus sobressairá ao ônus. Se eu realmente acredito nisso?Acredito sim, da mesma forma em que eu acreditei em 2015 que seria possível fazer o impeachment da Dilma, que em 2017 surgiria um movimento conservador, que em 2018 o Lula seria preso e no mesmo ano ainda acreditei na eleição de Jair Bolsonaro e nesse ano acreditei que seria possível interromper os planos de Renan Calheiros na eleição de presidente do Senado Federal.

Tudo isso, ouvindo dos mesmos que hoje bradam o insucesso, não do Presidente Bolsonaro, mas o insucesso do Brasil. Eu acredito!

 

Ronalde Oliveira é funcionário Público Estadual

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