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Artigo: Quem é esse rapazola?

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Quem é esse rapazola que ousa tratar o nosso país, o nosso representante máximo, quer seja o presidente do Brasil daquela forma e naqueles termos? Gostemos ou não do presidente do Brasil, ele é nosso presidente, representa o Brasil, e desrespeitar o presidente é desrespeitar o povo brasileiro. Não é possível  admitir que um chefe de Estado, de qualquer que seja o país, ouse sugerir interferência  na soberania de outro país ou parte dele, ainda mais em um gigante como o nosso Brasil.

Não pode ser admissível que um indivíduo, de alguma parte do mundo, mostre como fazer em país alheio. Como disse um militar brasileiro de alta patente, recentemente, alguém pode até vir aqui em nossa floresta, mas daqui não saem, concordo plenamente com a afirmativa. Esse rapazola parisiense não tem nenhuma autoridade para dirigir  a palavra ao nosso povo. Seria muito bom que esse menino fosse mais sensato e mais respeitoso. Esse garoto, ambientalista de ocasião, ambientalista em época de eleição, que amarga um dos mais baixos índices de aprovação, se ativesse nas questões relacionadas ao seu país, que admiro muito e que lá estive nesses últimos 35 anos inúmeras vezes e quando ele era ainda “criança de colo”.

Teria, sim, esse rapazola que se ater ao incêndio que destruiu aquela belíssima igreja. Teria que se ater a questões relacionadas aos coletes amarelos, as questões relacionadas a imigrações, aos problemas relacionados as atuais colônias e as ex colônias francesas. O nosso país, o Brasil,  vive um momento de reconstrução, é preciso que todos tenhamos sensatez, equilíbrio, e, sim, quando as críticas forem feitas, que em hipótese nenhuma sejam destrutivas, mas, sim, sempre construtivas, que venham de quem vier de dentro do nosso país ou de fora do nosso país.

É uma pouca vergonha essa descabida campanha que trata das queimadas, elas sempre existiram. Há nelas um traço cultural que precisa, sim, ser  discutido. Por outro lado não há duvida que há indícios de que algumas queimadas não tenham cunho cultural, mas de outra ordem.

Por certo, a fala do rapazola não será levada em consideração, porque o mundo sensato saberá considerar o grau de oportunismo e leviandade perpetrado. O nosso repúdio é total, absoluto quando o nosso presidente preferiu cortar o cabelo a falar com esse menino, achei até pouco, sem dúvida, cortar o cabelo foi bem mais produtivo que tratar com aquele rapaz. Mesmo que fosse para cortar a unha do dedinho esquerdo do pé, sem dúvida seria bem mais razoável.

Em tempo, como ressaltei em parágrafo anterior, estive nesses últimos 35 anos inúmeras vezes na França, país que destino o maior respeito e admiração, mas a fala do rapazola, por favor, será preciso levar tudo na brincadeira.

Viva o respeitável povo francês, mas o rapazola, bem, aí é outra história.

 

João Pansani é professor aposentado

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