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Artigo: Quanto riso, oh quanta alegria…

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É comum ouvirmos dizer que o Brasil começa a funcionar só depois do carnaval. Muitos acontecimentos dão conta disso quando, olhando os primeiros dias do ano, vemos um país “sob nova direção” ainda em férias. Nossos governantes não podem se dar ao direito de fazer “test drive” porque não podem mais errar ao conduzir a nossa Nação e a vida do nosso povo.

Séculos atrás, maus governantes apostavam na dupla “pão e circo” para distrair e enganar o povo insatisfeito e desrespeitado em sua dignidade. Aqui entre nós, carnaval e futebol fazem o papel de anestésico geral aplicado em superdosagem pela mídia que acaba vencendo o povo e desviando a sua atenção do que realmente interessa. Desfiles, escolas de samba, blocos e bailes embriagam o povo como propaganda de felicidade sem limites. Mas, nada como um dia depois do outro com o despertador gritando!!

Vivemos num país que é laico que tem um povo profundamente religioso, que luta por colocar em prática a fraternidade aprendida de Jesus Cristo e se empenha em fazer acontecer em nossas comunidades e na sociedade uma grande transformação, a conversão pessoal, comunitária e social a fim de que o Reino inaugurado por Jesus Cristo dê seus sinais nesta terra. O tempo de quaresma é essa grande oportunidade para vivermos a lucidez da caminhada rumo a uma sociedade em que as pessoas se vêem e vivem como irmãos e irmãs e, todos juntos somam forças para fazer acontecer mais respeito à dignidade e a vida humanas. Neste tempo propício para trabalharmos nossa conversão, um grande questionamento nos desafia a construir vida nova e sociedade justa. Através da Campanha da Fraternidade  a Igreja interpela seus filhos e a sociedade a respeito do protagonismo do ser humano no que se refere às políticas publicas e seu papel de fiador de projetos que levem as estruturas de governo tornarem-se mais humanas e menos burocráticas.

O tema das políticas públicas exige de nós uma boa participação na vida da política em geral para podermos conhecer os projetos que se referem à saúde, educação, segurança, habitação dentre os mais importantes e que são financiados pelo dinheiro dos impostos que nós pagamos. As políticas públicas devem respeitar as necessidades e a vida das pessoas e comunidades, equilibrar gastos e valorizar as pessoas, famílias, história sem se desviar pelos caminhos da politicagem que maltrata nosso povo que já sofre. Tempo de quaresma é oportunidade de realizarmos nosso êxodo, nos livrar dos faraós que sugam a vida e tentam matar a esperança do nosso povo. É tempo de atenção para não cairmos prisioneiros dos “bezerros” de ouro que mais enganam e matam e fazem pose de defensores dos desvalidos. É tempo de nos voltarmos ao Senhor, ouvir sua Palavra e praticar a vida nova através da oração, do jejum e da esmola.

Neste ano, viveremos muitos acontecimentos especiais que envolvem nossa caminhada batismal. Preparamo-nos para viver e celebrar o Sínodo da Amazônia e o Mês Missionário extraordinário, poderemos assim encorajar e incentivar a muitos irmãos e irmãs nossos a “vestir a camisa”, como dizemos, e colocar prática na fé recebida no batismo.  Já não se pode mais tentar ser cristão “da boca pra fora”. É preciso nos converter e testemunhar o Evangelho.

 

João Paulo Ferreira Ielo é pároco na Igreja Matriz Imaculada Conceição

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