Home»Artigos»Artigo: Pobre pequeno Sindiçu

Artigo: Pobre pequeno Sindiçu

0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

As notícias sobre a não concessão do dissídio para o funcionalismo público de Mogi Guaçu me trouxeram à memória idos de 2011. Em minha vitoriosa campanha de 2008 tive muitas conversas com o funcionalismo e percebi que estava desmotivado e sem rumo, fiz promessas, e, dentro do possível, com a realidade de arrecadação modificando dia a dia, consegui cumpri-las, e uma de minhas maiores conquistas à frente do Executivo de Mogi Guaçu (não fui unanimidade e cometi erros, apenas erros e não crimes como foi alardeado) foi o aumento do funcionalismo.

Em 2009 foram mais de 10% e em 2010 18% de aumento, entre correção da inflação e aumento real. Em 2011, as questões financeiras ficaram complicadas, e reduzi pela metade meu salário e de todos os secretários da época, mas concedi o aumento de 18%, o maior da história de Mogi Guaçu. E, por favor, não coloquem na minha conta a incorporação do abono de R$ 100,00, pois desde Hélio sempre houve abono e incorporações, mas a criatividade do sindicato gerou a dívida astronômica, pois assinaram o acordo incorporando o abono e depois discutiram a incorporação na Justiça. Concordaram e quando viram a vantagem se aproveitaram! Sindicalismo pequeno…

Aliás, o sindicalismo é o tema deste meu desabafo. Voltando ao maior aumento da história em 2010, em 2011, com orçamento estrangulado, eu buscava dar a correção da inflação e o presidente do sindicato não aceitou e fez greve, colocou o caminhão na porta da Prefeitura, fez até um jingle contra mim. Eu afirmei na época que ele estava jogando na oposição que só queria me tirar do 4º andar. Ele afirmou veementemente que ele não tinha lado, que o lado dele era o funcionário.

E agora? 0%, e o lado dele ainda é o funcionário? 0% e cadê o caminhão? 0% e cadê a caminhada no centro com servidores? 0% e cadê o jingle contra o prefeito? 0% e finalmente o presidente do sindicato dos servidores municipais mostrou seu lado: 0% sem greve, sem entrevistas, sem ações na justiça, sem jingle, sem chamar sindicalistas de outras cidades especialistas em greves.

Ah! Ficou para o segundo semestre! O senhor presidente seria tão condescendente assim comigo e esperaria o segundo semestre? Onde está o lado do servidor senhor presidente? O aumento em 2011 era insuficiente ou o quem sentava na cadeira do 4º andar não lhe era simpático?

Os quase 5000 servidores e eu esperamos ansiosos sua resposta!

 

Paulo Eduardo de Barros, o Dr. Paulinho é médico e ex-prefeito de Mogi Guaçu

Post anterior

Maternidade: Tina retirou um rim para poder engravidar

Próximo post

Coelbra bate Paulista e sobe na tabela do Cinquentão