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Artigo: Olavo de Carvalho x Militares

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As ofensas do guru de Bolsonaro, Olavo de Carvalho, aos militares criaram um mal-estar no governo. Segundo os militares, o guru, com um palavreado grotesco, passou dos limites. O Estadão, na matéria “Villas Bôas reage a Olavo e expõe tensão dos militares”, revela essa desavença: “A ofensiva do escritor Olavo de Carvalho contra os militares fez o general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército e atual assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), entrar em campo ontem [6/5] para acalmar a tropa. Depois de Olavo xingar (sic) nas rede sociais o ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, Villas Bôas quebrou o silêncio, e, em sua conta no Twitter, chamou o escritor de “verdadeiro Trotski de direita”, sob o argumento de que ele age para “acentuar as divergências nacionais” em um momento no qual o País precisa de coesão” Adiante o jornal faz essa revelação: “Controlar a internet, Santos Cruz? Controlar sua boca, seu merda (sic)”, escreveu Olavo.” Sem comentário.

Na Coluna do Estadão: “Resposta de general traça a linha amarela – A reação do general Villas Bôas aos comentários de Olavo Carvalho veio após se consolidar na caserna a avaliação que Jair Bolsonaro tem concedido um tratamento ao ministro e também general Santos Cruz em muito semelhante ao dispensado a Gustavo Bebianno, demitido da Secretaria de Governo pelo presidente em fevereiro. O tranco público de Villas Bôas no escritor foi entendido ainda como uma linha amarela assinalando o limite entre o que é aceitável e o que é inadmissível (sic) na relação entre os núcleos de poder do Planalto.”

Eliane Cantanhêde comentou essa briga, no artigo “Paciência tem limite”, publicado no Estadão: “Muitos perguntam o que está por trás da guerra entre “olavetes” e militares, ou melhor, de “olavetes” contra generais do governo. Simples. Trata-se da velha disputa de poder, mas também a disputa pelo coração, a mente e a tutela do presidente Jair Bolsonaro. Quanto mais fraco, mais ele se torna refém dos dois lados. (…) Segundo Bolsonaro, “não existe grupo de militares nem de olavos. O time é um só” Isso não é exatamente verdade. Se a mídia tradicional não serve, basta uma busca na postagens do tal (sic) Olavo de Carvalho, dos filhos do presidente e suas tropas nas redes sociais. Os ataques de um time e a defesa do outro são estridentes. (…) Bolsonaro, porém, está tão “quieto” diante das infâmias (sic) do guru do seu governo como diante dos grandes problemas nacionais. “Olavetes” atacam os generais porque os dois lados disputam quem vai tomar conta da bagunça (sic)”.

Quando vai terminar essa briga? Ao que parece Bolsonaro está nas mãos dos dois grupos! Tem, como se diz, “o rabo preso”…

EM TEMPO: Já estava escrito este artigo, quando a Folha noticiou: “Vou ficar quietinho e não me meto mais na política brasileira”, diz Olavo de Carvalho. A conferir! FRASE: De Afonsinho, ex-jogador, em artigo à CARTACAPITAL: “A expressão que melhor resume este desgoverno insano é a mesma dos erros de discagem telefônica: “Desculpe, foi engano”.

 

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu

 

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