Home»Artigos»Artigo: Nossos políticos são politicamente maduros?

Artigo: Nossos políticos são politicamente maduros?

1
Compartilhamentos
Pinterest Google+

Assim como em diversas cidades do país, Mogi Guaçu é uma cidade carente de muitos serviços. Basta andar pelos mais diversos bairros para observar ruas esburacadas, mato alto tomando conta de praças, parques e canteiros centrais de avenidas importantes, prédios públicos abandonados e por aí vai…

Mas a ideia desse artigo é falar sobre uma situação específica que, tenho certeza, causa muita indignação no cidadão, sobretudo nos moradores da região sul da cidade: o Córrego dos Macacos. Com dezenas de metros de extensão, ele foi projetado para ser um parque de lazer e prática de atividade física, mas, infelizmente, a situação encontrada, atualmente, não reflete a proposta desse local.

Na verdade, esse lamentável e absurdo cenário já é notícia velha. Não é mais novidade para ninguém que aquele lugar não recebe atenção e muito menos cuidados necessários há muito tempo. O parque linear não precisa apenas de roçagens regulares. A necessidade daquela área vai muito além de cortar mato e deixar o capim amontado em sua extensão para retirá-lo quando der.

O Córrego dos Macacos precisa de manutenção regular, periódica e constante. É triste andar pela pista de caminhada, que está em situação péssima, com os pisos e guias de concreto danificados. As árvores tanto da parte interna quanto da área externa do parque precisam urgentemente de poda. Com o fim do horário de verão, pensar em praticar atividade física naquele local após às 18 horas é impossível, em razão da insegurança.  

Aliás, mesmo durante o dia dá medo, porque em toda extensão do parque o consumo de drogas é evidente. Sem contar outros problemas, como as academias ao ar livre cobertas de mato e lixos espalhados, por exemplo.  

Graças à população que cuida do espaço, alguns trechos recebem certo cuidado. Mas, claro, longe do ideal, porque isso nem é papel do cidadão, que paga para ter um espaço de lazer digno. 

Eu fico me perguntando qual o motivo de tanto desleixo: falta de verbas, a velha história da dívida do Município, burocracia, falta de funcionários ou má vontade com a obra do outro? A minha aposta é na última opção. Entra governo e sai governo e prossegue essa novela de não dar continuidade no projeto, nas ações ou na obra do antecessor.

E quem paga literalmente o “pato” é a população. E não dá para dizer que essa situação é exclusiva do Córrego dos Macacos. Para quem tiver curiosidade, dê uma conferida na Base de Segurança, construída na Avenida Suécia. Abandonada, pichada, depredada! Dinheiro jogado no lixo!

Sem contar que o que era para dar segurança ao cidadão, transformou-se em um ponto justamente de insegurança, que abriga marginais e usuários de drogas. Diante de tudo isso, faço o seguinte questionamento: será mesmo que os nossos governantes são políticos politicamente maduros?

Será que eles são maduros o suficiente para dar continuidade aos projetos do antecessor em benefício da população? Será mesmo que os nossos políticos maduros governam para a população? Ou será que eles governam para se reelegerem ou reelegerem o seu sucessor?

Infelizmente, em ambas as situações citadas me pergunto se há mesmo em Mogi Guaçu e nas mais diversas cidades brasileiras, políticos politicamente maduros que governam exclusivamente em benefício dos interesses do povo.

Claro que Mogi Guaçu precisa de novas obras. Precisa muito, aliás!

Mas, muito mais que isso, a cidade precisa que seus prédios públicos, ruas, avenidas, parques e praças sejam cuidados de forma digna. Do que adianta ter grandes obras se não cuidamos das que já temos?

Políticos maduros cuidam da obra do outro, políticos maduros dão continuidade e implementam projetos e ações do antecessor simplesmente para beneficiarem a população.

Mogi Guaçu precisa de muitas obras e de políticos politicamente maduros.

 

Angélica Helena é jornalista

 

 

 

Post anterior

Equipe SET conquista bons resultados em Araras

Próximo post

Atraso: entidades reclamam repasses de verbas