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Artigo: Moro, ministro da Justiça

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O convite de Bolsonaro ao juiz Sergio Moro para ser o ministro da Justiça de seu governo causou polêmica. O presidente foi aplaudido, elogiado, pela sua escolha. Já Moro foi criticado.A FOLHA, no Editorial “A guinada do juiz”, escreveu: “Ao se aproximar do novo governo, Sergio Moro perde a isenção (sic) necessária para seguir à frente da Lava Jato”. Adiante o jornal comenta: “É previsível o questionamento a decisões que podem ter contribuído para o triunfo bolsonarista ao reforçar sentimentos antipetistas – da prisão de Lula à divulgação da delação do ex-ministro Antonio Palocci às vésperas (sic) do primeiro turno”.

Josias de Souza, no texto “Sergio Moro na pasta da Justiça seria absurdo”, analisa o convite: “Um acerto dificilmente pode ser melhorado. Mas um erro sempre pode ser aperfeiçoado. Jair Bolsonaro namora a ideia de colocar Sergio Moro [já foi feito oficialmente o convite!] na função de ministro da Justiça. Seria um grande equívoco. O juiz da Lava Jato cogita aceitar o convite [aceitou]. Seria um gigantesco absurdo. (…) A seis dias do primeiro turno, Moro levantou o sigilo de um trecho da delação de Antonio Palocci. Incorporada a um dos processos abertos contra Lula, a delação estimulou a suspeita de que o juiz interferiu na eleição para prejudicar (sic) o petismo. (…) Se virar ministro de Bolsonaro, o juiz passará o resto da vida explicando por que ladrilhou com pedrinhas de brilhante a avenida que levou Bolsonaro ao Planalto. A Lava Jato jamais será a mesma”.

A capa de CartaCapital, Edição de 7/11, publicou uma foto de Moro, com a legenda: “Escândalo! Cabo eleitoral de Bolsonaro. Tudo explicado: Moro foi convidado durante a campanha e interferiu (sic) no pleito ao divulgar a delação de Palocci”. Na reportagem, assinada por Rodrigo Martins, essa revelação: “A recompensa (sic) do cabo eleitoral”. Sem comentário

EM TEMPO: José Carlos Papa, em artigo a este jornal, me contestou porque ele tem “Outro ponto de vista”. Faz parte da democracia. Defendo o ponto de vista de vários especialistas no assunto: Bolsonaro é um fenômeno da internet. Esta constatação não é pejorativa, como diz o articulista. Pelo contrário. Usar com mestria a internet é elogiável. Ele citou Joaquim Barbosa, mas se esqueceu de dizer que o ilustre magistrado apoiou Haddad (PT) no segundo turno. Outra constatação. Vários deputados e políticos foram presos por corrupção. Nenhum do PT! Escrevi que o governo Bolsonaro será medíocre. No entanto acrescentei: Tomara que eu esteja errado! Ponto final. Não pretendo polemizar com o José Carlos Pappa, respeitando o seu ponto de vista.

 

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu

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