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Artigo: Marchinhas dos velhos Carnavais e os políticos de hoje

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Ruy Castro escreveu um artigo na Folha, sob o título “Mourão e Queiroz na folia”. É um texto interessante (Marchinhas dos velhos Carnavais antecipam personagens de hoje). Merece ser conhecido.

Ruy Castro escreveu: “A quem não souber nem se lembrar, basta procurar no YouTube: “General da Banda”, com Blecaute. É uma batucada assinada por Sátiro de Melo, José Alcide e Tancredo Silva. Foi um estouro do Carnaval de 1949, interpretada pelo cantor Blecaute, pseudônimo do esfuziante Otávio Henrique de Oliveira (1919-1983). Blecaute lançaria outro heróis do Carnaval, como “O Pedreiro Waldemar”, a “Maria Candelária” e a “Maria Escandalosa”.

Mas nenhuma superaria o “General da Banda”. A letra dizia: “Chegou o General da Banda, ê!…e!…/ Chegou o General da Banda, ê…á!// Mourão! Mourão!/Vara madura que não cai/ Mourão! Mourão!/ Catuca por baixo que ele vai!’’ A partir daí, o “General” tornou-se sua marca, e Blecaute era obrigado a cantá-lo em todos os Carnavais – tanto que sua roupa de palco passou a ser uma farda lamê, com quepe, dragonas e alamares. (…) Não sei se Blecaute pôde continuar apresentando o “General da Banda” nos Carnavais pós-1964 – os generais da ditadura não deviam gostar.

Em compensação, se tivesse aqui hoje, aposto que seria convidado a cantá-lo no Palácio do Jaburu pelo próprio vice-presidente da República, general Hamilton Mourão. E, se houvesse oposição a isto, ela partiria de três paisanos, o juniores Bolsonaro, que não o engolem. (…) Nesse caso, eu sugeriria ao senador Flávio Bolsonaro que aprendesse outra marchinha, “Nós, os Carecas”, de Arlindo Marques Jr. E Roberto Roberti, sucesso dos Anjos do Inferno em 1942. Poderia ensiná-la ao seu ex-motorista Fabrício Queiroz – por acaso, careca. “Nós/Nós, os carecas/ Com as mulheres somos maiorais? Pois na hora do aperto? É dos carecas que elas gostam mais? Nós, nós, nós [Bis}/ Não precisa ter vergonha/ Pode tirar seu chapéu!/ Pra que cabelo?/ Pra quê, SEU QUEIROZ// Se agora a coisa está pra nós’’.

Só para lembrar: Escrevi um artigo sob o título “Queiroz (sic) se complica e pode também complicar Bolsonaro”.

EM TEMPO: Com a morte da Otília Papa, a política de Mogi Guaçu está de luto. Fomos aliados e adversários, sempre respeitosos, um com outro! O esporte de nossa cidade também está de luto com a morte de Hélio Lealdini. O esporte nos fez amigos. Trabalhamos na Cerâmica Martini e na Prefeitura.

 

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu

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