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Artigo: Mandi: fim de um sonho?

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Com este título a Gazeta Guaçuana publicou uma reportagem sobre a situação do Clube Atlético Guaçuano na qual afirma: “Atlético Guaçuano: últimos capítulos” e, em seguida: “Se não morreu, está muito perto disso. O fim do Clube Atlético Guaçuano está praticamente decretado”. “Será o fim do Mandi?”; “Sem diretoria, com dívidas, sem estádio e falta de documentações”;  “Da glória a agonia”. Há uns dois anos a Gazeta já dizia numa matéria muito bem escrita, mais ou menos, assim: “Guaçuano, o último que sair apague a luz”.

No período da glória em que tivemos o acesso à Série A-3 e quase à A-2 e tivemos o melhor desempenho de todos os tempos também das equipes de base, tanto do Sub-15 quanto do Sub-17 assim como do Sub-20, que foi campeão dos Jogos Regionais, o que não acontecia desde 1980, e éramos tidos como virtual campeão Paulista da categoria. Porém, num jogo contra o Palmeirinha, a quem havíamos batido no jogo de ida por 3 x 1, o nosso Poder Público não mandou nem médico, nem ambulância, nos tirando desta forma melancólica da disputa do título por W.O.

O chamado fogo “amigo”! E a glória seria ainda maior!

Não ter na matéria mencionado o presidente da época, mas o prefeito, mostra que a política continua enraizada dentro do Atlético Guaçuano. Jogamos um único jogo com portões fechados, os demais todos com o público presente, mas depois disso nunca mais vimos o Atlético, no Camacho. Mas sempre fizemos todos os laudos e cumprimos todas as exigências da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da própria Federação Paulista de Futebol e quem é legítimo para fazer os laudos é o presidente do clube, e não o prefeito. E isso está faltando ao Mandi.

Fizemos o que tinha que ser feito e quando meu sucessor renunciou, tentei voltar para ajudar o clube, mas este disse que o Atlético precisava era de sangue novo e gente com dinheiro, só que até o momento, o ilegal não demonstrou nem uma coisa, nem outra. Mas a situação piorava dia a dia e trouxe, então, o vice-presidente da Federação, o deputado federal Vicente Cândido, que muito nos ajudara durante minha gestão, que se comprometeu para levantarmos de novo o Atlético Guaçuano e convocamos assembleia da qual participou membros da torcida citada pela Gazeta. Porém, o cartório não registrou a ata pelo fato do deputado Vicente Cândido ter condicionado a sua ajuda a que fosse eu, o presidente, colidindo com membros desta mesma torcida que queria assumir o clube. Resolvi, então, apenas ficar torcendo para que tivessem sucesso e com a sensação do dever cumprido. Por fim, estarei sempre à disposição se for para ajudar o Mandi, mas que ninguém venha dizer que é culpa do prefeito atual, porque conheço muito bem essa história e sei que não é verdade.

Quem tem que fazer os laudos e requerer a liberação do estádio é o presidente do Guaçuano, e não o prefeito. Quem roda este Estado de São Paulo atrás de futebol sabe que a Prefeitura de Mogi Guaçu é a que mais ajuda o clube da sua cidade e este prefeito ainda tem uma enorme vantagem que é colocar a ajuda à disposição e não se intrometer na direção do Mandi e nem fica tirando proveito eleitoreiro da situação. Tive a oportunidade, no ano retrasado, de assistir ao jogo no campo de Amparo, onde só estavam liberados 1.408 lugares e, no ano passado, no campo do Brasilis, com cerca de 2 mil lugares e porque só o Guaçuano tem que ter 5 mil lugares?

Quem sabe não poderiam os nossos representantes na Câmara Municipal tentar ver o que realmente está acontecendo para que apurem as responsabilidades.

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