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Artigo: Maia (Botafogo) presidente?

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A revista CartaCapital de 5 de julho publicou a foto de Rodrigo Maia com essa legenda: “Presidente Botafogo? – Temer nas mãos do Balcão de Negócio da Câmara comandada pelo investigado Rodrigo Maia, candidato a seis meses no Poder”. Na reportagem, de autoria de André Barrocal, sob o título “Nas Mãos de Maia”, o jornalista informa: “O homem que comanda a Casa e conduzirá a votação [para cassação de Temer], Rodrigo Maia, do DEM, é interessado direto no desfecho da crise. Se os deputados derem sinal verde para o STF processar Temer e este for convertido em réu, Maia, o “Botafogo” da lista de alcunha da Odebrecht, será presidente da República por até seis meses”. A revista foi a primeira a tocar no assunto. Posteriormente a imprensa confirmou a notícia.

Maia nega que esteja tramando a saída de Temer. No entanto, sua conduta o condena. Antes, o presidente da Câmara se encontrava sempre com ele, inclusive de bermuda em sua residência. Hoje Maia não se encontra mais com Temer. Parece que foge dele. Vera Magalhães, em texto ao Estadão, abordou esse afastamento: “Até há algum tempo aliado incondicional do presidente, ao lado de quem aparecia de bermudas em reuniões de fim de semana, Maia parece colocar ovos na duas cestas: a da permanência de Temer e a de sua degola”.

 Uma ala do PSDB, a maior, já apoia a troca de governo, principalmente o seu presidente interino, Tasso Jereissati. O senador tucano diz que o governo Temer acabou e que o partido dará apoio à Maia. Outro tucano, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), vai mais longe. Segundo o Painel da Folha, ele afirmou ainda: “O governo caiu”, acrescentando: “Dentro de 15 dias o país terá um novo presidente”. Exagero?

Manchete da Folha: “Em reuniões, Maia avalia ser inevitável a queda de Temer”. E logicamente ele será o novo presidente! No Painel (11/7): “Ponte para o futuro – Aliados de Michel Temer e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), entraram em campo para tentar amenizar o clima de tensão que agora permeia as relações do Planalto com o democrata. Temer ouviu de um de seus ministros que não seria bom, neste momento, alimentar um “ambiente de desconfiança”. Heráclito Fortes (PSB-PI), próximo a Temer e a Maia, diz que “não há nada pior do que dois amigos que brigam”. “Vou continuar trabalhando para que não haja divisão”.

O governo obteve uma vitória no dia 13 de julho quando a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara rejeitou o parecer do deputado Sérgio Zveiter favorável ao afastamento de Temer: 40 a 25. Os deputados paulistas votaram assim: Contra o parecer: Milton Monti (PR-SP), Nelson Marquezelli (PTB-SP), Beto Mansur (PRB-SP), Paulo Maluf (PP-SP), Antonio Bulhões (PRB-SP) e Fausto Pinato (PP-SP). A favor do parecer: José Mentor (PT-SP), Paulo Teixeira (PT-SP), Valmir Prascidelli (PT-SP), Renata Abreu (PODE-SP) e Sílvio Torres (PSDB-SP).

Bernardo Mello Franco comentou essa vitória do presidente, em artigo na Folha, sob o título “Michel Temer e os 40 deputados”. Ele afirmou que “o Planalto abriu o cofre (sic), acionou o rolo compressor e conseguiu salvar Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça. (…) A operação produziu cenas de fisiologismo explícito. Desde a semana passada, Temer transformou o Planalto numa grande banca de feira (sic). Além de distribuir verbas e cargos, o Planalto apelou à troca de deputados da comissão. Dos 40 que livraram o presidente, 12 assumiram a vaga nos últimos dias. Parte dos barrados (sic) ficou sabendo da manobra pela imprensa”.   Uma vergonha!

Temer crê que sairá vitorioso. Tem chances, mas ainda é duvidoso. Vamos ver se ele também vai vencer no plenário e assim ficar até janeiro de 2019. Neste caso, acaba o sonho do Maia “Botafogo” de ser presidente. A conferir!

 

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu

 

 

 

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