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Artigo: Justiça ideal? Não. Mas é a melhor que tem pra hoje!

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Bradavam os amigos de Lula e Dilma que a Justiça estava sendo seletiva e que, o Judiciário e Ministério Público ‘partidário’ se calariam, assim que atingissem o objetivo de tirar o Partido dos Trabalhadores do poder, e deixar o ex-presidente fora do páreo da disputa eleitoral de 2018. Engano, meus queridos! Dilma cassada, Lula réu, mas ainda assim se ouvia  “E o Cunha?”. Eduardo Cunha cassado, condenado e preso. Lula já condenado nas duas primeiras instâncias da Justiça Federal e com recursos negados em terceira e quarta instâncias é preso.  “É golpe!”, continuavam.  Aquelas mesmas vozes ainda entoavam “Mas, e o Aécio?” Aécio tem mandato de Senador, com foro privilegiado e só poderia se tornar réu se o Supremo Tribunal Federal aceitasse a denúncia da Procuradoria Geral da República.

A Primeira Turma decidiu, e Aécio virou réu por corrupção e obstrução de justiça. O tom foi diminuindo, porém, ainda eram audíveis as reclamações contra o tucano Geraldo Alckmin. Assim que renunciou ao cargo de governador do Estado de São Paulo para concorrer às eleições de 2018, o tucano perdeu foro privilegiado e teve inquérito enviado ao TSE por crime eleitoral. Da esfera nacional, depois em nível estadual, agora, pudemos ver que a mesma Polícia Federal, que investigou Lula, Dilma, Aécio, Cunha, Alckmin (entre muitos outros não citados aqui), veio pra Mogi Guaçu, em operação chefiada por uma delegada, Dra. Melissa, efetuou mandatos de busca e apreensão na casa do Prefeito Walter Caveanha, na casa do vereador e filho do prefeito Thomáz Caveanha, no gabinete do prefeito e nas secretarias de Licitação, Administração e Fazenda. Investigações da própria Policia Federal indicam suposto recebimento indevido do vereador, que representava o prefeito naquele momento, no valor de R$ 4.000,00 (quatro mil reais).

O que me faz escrever esse texto é a falta de coerência, dos que bradavam contra decisões da Justiça referente ao grupo que comandava o Governo Federal, e é a favor da mesma Justiça para o grupo que comandava o Estado, e acabou sendo contra na esfera municipal, e vice-versa, de forma randômica, continuam a propor que Justiça boa é a que é feita em favorecimento dos ‘meus amigos’ e Justiça ruim é a feita em favor de meus ‘inimigos’. Graças a Deus, as Polícias, o Ministério Público e o Judiciário vêm mostrando que é possível fazer justiça no nosso país.  

Ronalde Oliveira é funcionário público estadual

 

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