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Artigo: Fim do Atlético Guaçuano: os culpados?

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 Na última semana, escrevi um artigo sobre a crítica situação do Clube Atlético Guaçuano. Volto para concluir meu pensamento sobre esse assunto. Com um pouco de boa vontade, o Camacho poderia ter sido reformado, mesmo que parcialmente, poderia estar sendo utilizado para jogos de categoria de base, do futebol amador, de veteranos, enfim, estar sendo utilizado para e pela população guaçuana. O que foi dito também pelo Sr. Salvador Franceli, na matéria da semana passada sobre o Camacho, que ninguém do clube o procurou para falar sobre o estádio não faz o menor sentido. Não foi o clube que recebeu a verba para a reforma. A verba foi recebida pela Administração Municipal. E é ela que tem que dar conta da aplicação da mesma. Até hoje, não tivemos ainda uma justificativa condizente para a não aplicação desta verba. Será que vamos ter?

Infelizmente, não sabemos exatamente o que se passa pela cabeça destes senhores. Interesses pessoais? Interesses políticos? Os dois juntos? Não utilizando uma verba que veio do Governo Federal e, ao mesmo tempo, “fazendo-se de mortos” perante a degradação de um bem próprio da municipalidade, vocês estão deixando um dinheiro público, um dinheiro nosso ir para o ralo. Isso chama-se: má administração pública!

Sabe-se de inúmeros empresários que já vieram à cidade para verificar as condições do Clube Atlético Guaçuano com o intuito de formarem parcerias, mas esbarram sempre na questão da falta de diretoria e falta de um estádio em condições. E, assim sendo, partem para cidades vizinhas que estão melhores estruturadas que a nossa. Itapira, ano que vem, volta ao futebol profissional e este ano está na final do Campeonato Sub-20 da FPF. Lá existe um estádio em totais condições, que inclusive será uma das sedes da Copa São Paulo de Juniores. Em Pinhal, o Ginásio Pinhalense também já anunciou sua volta, lá não tem somente um, tem dois estádios. Em São João da Boa Vista um grupo fortíssimo fez parceria com o Palmeiras F.C. e num belo projeto também voltará ao futebol profissional, em 2018. Lá também existem dois estádios em condições de uso. E em Mogi Guaçu? Bem, Mogi Guaçu, onde cabem três “Pinhais” ou três “Itapiras” ou duas “São João da Boa Vista” tem um estádio que está caindo aos pedaços, bem no centro da cidade, e a Administração Municipal faz vistas grossas para ele, deixando-o apodrecer no tempo.

Logicamente que muitos poderão dizer: na atual situação do país alguém se preocupar com futebol? Mas lembrem-se: o futebol, assim como o esporte em geral, deve ser encarado como um meio de inclusão, um meio de desenvolvimento de crianças e jovens. Um projeto bem feito, como existe em outras cidades, pode afastar muitas crianças e jovens do mau caminho. Educação, Cultura e Esporte são considerados a base de um caminho seguro, rumo a um futuro melhor.

Caros senhores, Israel Lanza, Paulo Sabino, Amarildo Constantino e caros administradores de nossa cidade, a torcida guaçuana aguarda ansiosamente por um pronunciamento de vocês. Patrimônios como o Clube Atlético Guaçuano, como o Estádio Municipal “Alexandre Augusto Camacho”, não podem e não devem ser tratados com tanta inconsequência, com tanta falta de vontade, com tanto desinteresse. Os senhores têm a obrigação de honrarem os cargos que ocupam ou ocuparam. Ninguém os obrigou a assumirem a responsabilidade por estes patrimônios. Vocês que o quiseram assim, portanto, vocês são responsáveis. Se justifiquem, pelo menos, é o mínimo que podem e devem fazer. Ficaremos no aguardo…

 

José Roberto dos Santos é morador em Mogi Guaçu

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