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Artigo: Férias, sim. Bagunça, não!

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Julho começou, e mais uma época muito esperada por todo estudante que se preze também: férias! Talvez a primeira imagem que nos venha à cabeça quando pensamos nisso seja a de uma pessoa de pernas para o ar, deitada na rede, esperando o tempo passar. Ou, então, se for criança ou adolescente, a imagem de férias pode ser a de uma verdadeira anarquia, em que não haja mais regras, nem horário para nada, e a bagunça role solta. Não!

A época de férias, na verdade, se apresenta como uma grande oportunidade de estreitamento dos laços familiares, pois, ainda que os pais e responsáveis trabalhem, a criança está mais disponível, sem deveres para casa, com a mente mais voltada à recreação, que pode e deve ser saudável e proveitosa, com atividades que, além de ajudarem a criança e o jovem a se distraírem, possam ajudar a elevar seu nível sociocultural. Afinal, evoluir é sempre bom.

Uma boa opção é ficar atento à agenda da Secretaria de Cultura de Mogi Guaçu, que, dentre várias alternativas, conta sempre com atividades realizadas na Biblioteca Municipal João XXIII, que fica no prédio do Centro Cultural. Aliás, há quanto tempo você não faz uma visitinha ao Centro Cultural da cidade? A agenda cultural fica disponível no site da Prefeitura Municipal, na área do site que compete à Secretaria de Cultura. É só conferir lá.

Fora isso, a cidade também conta com praças e parques em que é possível a prática de esportes e de lazer, pois um bom passeio consciente ao ar livre pode ser um programa e tanto para as crianças e os jovens. Para os que se aventuram em atividades mais elaboradas, indico o livro “Teatro do Oprimido”, de Augusto Boal, que reúne jogos, técnicas e exercícios teatrais propostos por esse grande teatrólogo brasileiro. Já pensou em fazer esses jogos numa praça?

Seguindo essa linha de exploração da sensibilidade aliada ao meio ambiente, sugiro o livro “O ouvido Pensante”, do professor R. Murray Schafer, em que há vários jogos e exercícios de percepção sonora que podem perfeitamente ser feitos com crianças e jovens, para que se conscientizem sobre o barulho, os sons e o silêncio que o mundo tem feito. Você já pensou no que seria, por exemplo, uma paisagem sonora? Pois Schafer explica o que é.

“Jujuba, bananada, pipoca, / Cocada, queijadinha, sorvete, / Chiclete, sundae de chocolate, // Uh!”… Esse é o começo da célebre canção de Marisa Monte “Não é proibido”, em que a cantora faz um verdadeiro convite ao prazer da comilança que toda criança e todo adolescente (de qualquer idade), de vez em quando, ou de vez em sempre, adoram. Assim, a temporada de férias também pode ser pretexto para uma reunião com guloseimas em casa.

Uma ida ao cinema?! É para já! Afinal, como diria Rita Lee, quem é que não gosta de ficar “no escurinho do cinema, chupando dropes de anis, longe de qualquer problema, perto de um final feliz”?… Todo mundo! Melhor ainda se, antes da sessão de filme, pipoca e refrigerante, for sugerida uma pesquisa na internet sobre a origem do cinema, os filmes mais famosos de todos os tempos, cineastas criadores, enfim, sobre a sétima arte como um todo.

Uso consciente da Internet. Já ouviu falar nisso? O Comitê Gestor da Internet no Brasil, que, dentre outras, tem a atribuição de estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil, tem promovido estudos e cursos de formação para professores, coordenadores e dirigentes escolares sobre o uso consciente da internet, também e sobretudo por crianças e jovens. Mas os pais também devem orientar seus filhos.

Filhos. Férias. Uma combinação que nem sempre é muito atrativa aos pais, tios e avós, que tentam “se virar nos trinta” para arranjar tarefas e atividades para os pequenos e grandinhos durante as férias de julho. Viagens curtas, nem que sejam para a casa de parentes, também costumam ser uma opção. E sempre se pode aproveitar para aprender um pouco mais sobre a história da família, dos que vieram antes, abrindo caminho para os que estão vindo.

Um filme que valoriza bastante a família em seu aspecto essencial (e eu diria até mesmo espiritual) é a animação de 2017 da Disney/Pixar “A vida é uma festa”, que conta a história de um garoto de 12 anos chamado Miguel Rivera que acidentalmente é transportado para o mundo dos mortos, onde procura pela ajuda de seu trisavô músico para que ele o leve de volta para a sua família, no mundo dos vivos.

Vivos. A época de férias deve mesmo celebrar a vida. Sem bagunça, suave, em paz.

 

Olivaldo Júnior é escritor, poeta, músico, professor e trabalha como Oficial Administrativo Júnior na Secretaria da Feg

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