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Artigo Diamantino Gaspar: Clube 7 de Setembro

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Logo no começo da Rua Paula Bueno, em frente à antiga sapataria do “Seo” Evaristo Capussoni, fica o Clube 7, ao lado do Sr. Ricardo Artigiani.

Para a sociedade guaçuana daquela época, décadas de 50/60, o Clube 7 era local de  diversão e entretenimento.Os bailes eram esperados com ansiedade, pois as orquestras que os abrilhantavam eram muito famosas.

No Clube 7, mensalmente, se dançava ao som de Élcio Alvares e Orquestra, Orquestra Tabajara, Severino Araújo e Orquestra, Luiz de Arruda  Paes, Três do Rio, Silvio Mazzuca, e outros.

Os bailes eram muito concorridos, o que se notava não só pela sociedade guaçuana que afluía em massa, mas também pelos pinhalenses, mojimirianos eitapirenses que para aqui vinham.

Conseguir um ingresso para um baile no Clube 7 era como ganhar na loteria. Quando isso ocorria vivia-se um momento mágico, inesquecível.

Os bailes tinham início por volta das 23 horas e acabavam por volta das 5 horas da manhã. Era muito comum, à época, os bailes acontecerem aos sábados.Por isso, no domingo, geralmente lá pelas 6 horas da manhã os exaustos dançarinos que saiam do baile no Clube 7, encontravam-se nas ruas, com os fiéis que iam à missa das 7 horas na Igreja Matriz do Recanto.

Foi nos bailes do Clube 7que o jovem guaçuano descobriu  o que é dançar de rosto colado “chicktochick”, sentindo o coração da dama bater mais acelerado ao ritmo de uma balada,deslizando com graça pelo salão.

Nos bailes do Clube 7 se dançava o Fox-trot, o swing, a rumba, o cha-cha-cha, o rock, o samba, o bolero, o baião, o xote, a mazurca, a valsa sempre tendo como companhiauma jovem guaçuana como dama.

Hoje, nos salões dos clubes, o que se vê são jovens dançando ao som de bate-estacas ensurdecedores ao ritmo frenético de músicas eletrônicas.Não se vê mais pares: dama e cavalheiro, deslizando  e rodopiando graciosamente pelo salão, mas pessoas dançando sozinhas, umas em frente às outras.

 

Diamantino Gaspar é membro da Academia Guaçuana de Letras

 

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